Corte na segurança pública chega à Polícia Civil do Espírito Santo e prédios da instituição passam a ser vigiados por investigadores e agentes

Depois do recuo na redução na cota de combustíveis para a Polícia Militar, a tesoura do governador Paulo Hartung chega agora à Polícia Civil do Espírito Santo. O governo suspendeu o contrato que mantinha com uma empresa de segurança privada, que fazia a vigilância de prédios da Polícia Civil. E a segurança passa a ser feita por investigadores e agentes de Polícia. Desta forma, os policiais abandonam as atividades fins – de investigação de crimes – e passam a vigiar patrimônio físico.

O corte de gasto de combustíveis chegou no final de fevereiro à Polícia Civil, que já está fazendo uma redução de 20%. Na instituição o problema é menor, porque a Polícia Civil – diferente da PM – não faz policiamento ostensivo. Pode fazer policiamento preventivo  esporadicamente. A população, portanto, não vai sentir tanto a redução de 20% na cota de combustíveis na Polícia Civil como sentia na Polícia Militar.

O problema maior é nas unidades consideradas mais operacionais, como às que estão mais à frente no combate à criminalidade, como a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa, Divisão de Repressão a Crimes Contra o Patrimônio e a Delegacia Especializada de Tóxicos e Entorpecentes (Deten).


No dia 24 de fevereiro, o chefe do Departamento de Administração Geral (Dage) da Polícia Civil, delegado Paulo César Ferreira, enviou mensagem eletrônica (email) para todos os policiais civis, em que convida os interessados a sair de suas unidades operacionais para fazer vigilância de prédios. “A Dage está precisando de 8 policiais (investigadores/agentes) para trabalhar em regime de plantão, por escala (4 x 4). Locais de trabalho: portaria da Chefatura e Depósito de Veículos Apreendidos, na Serra”, escreveu o delegado na mensagem.

A Chefatura, na Reta da Penha, é onde estão localizados os prédios das superintendências de Polícia e todo o staff da Chefia de Polícia Civil. É onde fica também o Departamento Médico Legal (DML).

A Chefia de Polícia Civil determinou ainda a suspensão de compra de materiais de escritórios para as delegacias, como papéis ofícios, canetas, materiais de limpeza e até papel higiênico, como forma de ajudar o governo do Estado “a reduzir custos” diante da “crise” anunciada pelo governador Paulo Hartung.

 

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