Operação Derrama: Ministério Público Estadual denuncia políticos, empresários e servidores públicos, mas juíza deixa o caso

O Ministério Público Estadual ofereceu denúncia contra políticos, empresários e servidores públicos acusados de integrar uma quadrilha praticou investigou sonegação fiscal em prefeituras capixabas. Pelo menos 33 integrantes do grupo foram presos dentro da Operação Derrama. Os criminosos integraram um esquema de desvios e fraudes montado em conjunto com uma empresa de consultoria e que tinha a Petrobras como alvo.
A Operação Derrama foi conduzida pelo Núcleo de Repressão e Combate às Organizações Criminosas da Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social, em novembro de 2012, durante o governo de Renato Casagrande.

No mesmo dia em que o Ministério Público ofereceu denúncia à Justiça (7 deste mês), a juíza da 2ª Vara Criminal de Aracruz, Maristela Fachetti – onde o procedimento tramita desde 21 de novembro de 2012 –, deixou o caso, sob argumento de “suspeição”:

“Declaro a minha suspeição para atuar nos presentes autos por motivo de foro íntimo, na forma do artigo 97 do CPP (Código de Processo Penal). Remeto os presentes autos ao meu substituto legal, na forma da resolução nº 048/2012, republicada no Diário da Justiça de 05.11.2012”, declarou a magistrada.

A qualquer momento neste blog, o teor completo da denúncia oferecida pelo Ministério Público. Na época da Operação Derrama, os delegados do Nuroc, de forma corajosa e competente, indiciaram dezenas de políticos – ex-prefeitos –, além de empresários e servidores públicos.

Na ocasião, foi presa até a esposa do  presidente da Assembleia Legislativa, deputado Theodorico Ferraço, Norma Ayub, que havia acabado de deixar a Prefeitura de Itapemirim Foram presos também os então prefeitos Edson Magalhães (Guarapari) e Guerino Zanon (Linhares), hoje deputados estaduais.

 

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