Professora é ameaçada de morte por pai de aluno dentro da sala de aula em Vitória e estudantes promovem rebelião e destruição dentro de escola na capital capixaba

Que a administração do prefeito Luciano Rezende (PPS), em Vitória, deixa a desejar no sentido de falta de competência – chega a ser pior do que a de seu antecessor, o petista João Coser – não é novidade. Com Luciano, que venceu a eleição de 2012 com o slogan da mudança, Vitória retrocedeu no tempo, com suas calçadas esburacadas, ruas fedorentas, população de rua cada vez maior e uma cidade sem obras.

Aos poucos, os problemas da administração de Luciano Rezende, sempre protegido pela maior parte da imprensa, vêm à tona. Há menos de um mês, uma professora foi ameaçada de morte dentro da sala de aula. Foi ameaçada pelo pai de um menino, dentro da sala onde estavam dezenas de crianças, que presenciaram o fato e entraram em pânico, no Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Darcy Vargas, no bairro Santo Antônio. O CMEI atende crianças entre menos de um ano até cinco anos de idade.

A professora, antes de registrar um Boletim de Ocorrência na delegacia do bairro, procurou a Secretaria Municipal de Educação (Seme), no bairro Andorinhas, na capital. Foi atendida pela gerente de Educação Infantil. Como resposta, recebeu a seguinte mensagem: “Vocês professores reclamam de tudo. Esse tipo de situação (ameaça) é normal.” Ela sugeriu que a professora fosse transferida para outra escola, o que foi recusado pela vítima do pai agressor.

A gerente de Educação Infantil de Vitória praticou, assim, um crime de prevaricação. Deveria ter ido, junto com a professora, a uma Delegacia de Polícia para registrar o fato e pedir a prisão do pai agressor. Preferiu o caminho mais fácil: a omissão.

De vítima, as professora ameaçada de morte pelo pai de uma criança no CMEI Darcy Vargas está sendo transformada em vilã pela Prefeitura Municipal de Vitória. A Seme quer transferir a professora a todo custo, como se o problema vai acabar. Na terça-feira (05/04), a professora foi chamada de novo à Secretaria Municipal de Educação.

“Fui chamada a comparecer ao RH (Recursos Humanos) da Seme. Fui cheia de esperança. Chegando lá, fizeram outro registro querendo justificativas porque eu não aceitei a transferência para outro CME. É como se quisessem me responsabilizar pelo fato de eu ter sido ameaçada de morte dentro de uma sala de aula pelo pai de um aluno”, lamentou a professora.

“Pior é que na Seme me disseram que pelo fato de o pai ser desequilibrado, nós, professores,  é que temos que tomar cuidado para não contrariá-lo”, completou a professora ameaçada.

Há uma semana, alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental em Tempo Integral (Emefti) Moacyr Avidos, na entrada da Ilha do Príncipe, promoveram uma verdadeira rebelião dentro do estabelecimento fazendo inveja aos adolescentes em conflito com a lei quando fazem motins na Unidade de Integração Social (Unis). Eles quebraram mesas, cadeias, extintores de incêndio e outros objetos.

Motivo: no dia da rebelião, os alunos foram informados por uma professora que a nutricionista havia proibido que eles (alunos) levassem suco para beber na hora do almoço. A Moacyr Avidos é escola de tempo integral. Preocupados, alguns pais transferiram seus filhos para outras escolas.

Em nota enviada, Assessoria de Imprensa da Secretaria Municipal de Educação de Vitória confirma todos os fatos acima e dá as seguintes explicações:

“A Secretaria Municipal de Educação de Vitória (Seme) informa que tomou conhecimento da situação ocorrida na Escola Municipal de Ensino Fundamental em Tempo Integral (Emefti) Moacyr Avidos, na Ilha do Príncipe, na semana passada, e esclarece que imediatamente convidou os alunos envolvidos com os respectivos pais e responsáveis para um diálogo no sentido de que as famílias, assim como a escola, promovam ações educativas para que fatos semelhantes não ocorram, estabelecendo sempre uma cultura de paz na escola. Ressaltamos que o diálogo foi estabelecido também com os profissionais da unidade de ensino no intuito de orientar as ações pedagógicas que fortaleçam o vínculo entre educador e estudante.

A determinação para que os estudantes consumam apenas os alimentos fornecidos dentro da escola, justifica-se como medida que promove segurança alimentar e nutricional, referenciada pela Lei 11.947/09, que dispõe sobre o atendimento da alimentação escolar e, ainda, pela resolução FNDE Nº 26/13, que estabelece as normas para a execução técnica, administrativa e financeira do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

Quanto à situação verificada no Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Darcy Vargas, a Seme esclarece que acolheu a referida professora e a ela foi oferecido remanejamento para Cmei onde ainda há uma vaga em aberto para o cargo correspondente e para atuação até o final de ano letivo de 2015. No entanto, a oferta foi recusada pela referida professora, alegando preferir aguardar por uma vaga em uma unidade que seja mais próxima ao outro Cmei em que atua no turno vespertino. Enquanto isso, a professora segue cumprindo os dias letivos em sua localização atual por decisão própria.”

 

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