CAPITAL CAPIXABA TEM SOMENTE CINCO ENTRADAS: Niterói ensina Vitória a cuidar melhor da segurança pública e instala câmeras nas 25 entradas da cidade

A cidade de Niterói, que já foi capital do Estado do Rio de Janeiro, possui 25 entradas. Vitória, a capital do Espírito Santo, com as transformações e investimentos realizados ao longo das últimas três décadas pelo governo do Estado, passou a ter cinco entradas: Reta do Aeroporto (Goiabeiras), Rodovia Norte-Sul (Jardim Camburi), Terceira Ponte (Enseada do Suá), Segundo Ponte (Ilha do Príncipe-Vila Rubim) e Cinco Pontes.

O município de Niterói possui uma população de 487.562 habitantes, segundo dados do IBGE de 2014. Vitória, de acordo com o mesmo IBGE, tem 352.104 habitantes. Niterói, ao longo das últimas décadas, ganhou importância econômica e turística no Estado do Rio, assim como Vitória, que se tornou uma das cidades mais ricas do País.

Sua população flutuante, com certeza, é maior do que a de Niterói, embora o município fluminense seja muito melhor cuidado – a atual Administração de Vitória é relaxada; a cidade cresceu, porém, graças à iniciativa privada e aos investimentos  dos governos do Estado e Federal.

Niterói possui sua Guarda Municipal. Diferente da de Vitória, lá os agentes municipais trabalham desarmados. Entretanto, diferente do prefeito de Vitória, Luciano Rezende (PPS), o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves (PT), investe na segurança de seus cidadãos. Ele acaba de anunciar que vai instalar na próxima semana câmeras que, a partir do segundo semestre, vão controlar todas as 25 entradas da cidade. As primeiras ficarão nas cinco saídas da Ponte Rio-Niterói.

Segundo o prefeito Rodrigo Neves, os equipamentos vão transmitir imagens das placas de todos os veículos que chegarem à cidade para um Centro Integrado de Segurança Pública. Ligado ao banco de dados da Polícia Civil, o sistema permitirá a identificação imediata de carros roubados.

Niterói pratica, assim, a chamada antecipação dos fatos. Põe as câmeras de TV para funcionar como forma de inibir o crime e não apenas para investigar o crime depois que ele acontece. No Espírito Santo, o ano passado, o governo do Estado adquiriu mais de mil câmeras para serem repassadas aos municípios. Há cidades que sequer ainda instalaram os equipamentos.

As câmeras daqui servem mais para identificar os criminosos após o delito. No passado, o governo ignorou projeto de criação do Policiamento Eletrônico em todo o Estado. Achava que ficava mais barato e cômodo adquirir apenas o sistema que ajuda a investigar o crime e não de evitá-lo. É a velha política ‘do depois do fato’ que continua na cabeça das autoridades capixabas – alguém lucra financeiramente com esse arcaico e ultrapassado.

No dia 1º de março de 2010, no último ano do segundo mandato do governador Paulo Hartung – ele está de volta agora e pode corrigir falhas anteriores –, o Blog do Elimar Côrtes informou que a Polícia Militar do Espírito Santo se preparava para dar mais um exemplo de modernidade e criaria Policiamento Eletrônico em 15 municípios capixabas ainda naquele ano.

Em fevereiro de 2010, o Alto Comando da PM havia homologado o Plano Diretor de Logística, para a criação do Policiamento Eletrônico, que seria uma inovação para o policiamento ostensivo no Estado. Naquele ano e hoje, existe pelo País afora e no Espírito Santo o videomonitoramento, que é largamente usado por moradores de bairros de luxo, condomínios, comerciantes e até prefeituras.

No videomonitoramento, as câmeras de um determinado circuito interno de TV filmam a prática de um crime, mas não conseguem evitá-lo. Com as imagens, a vítima repassa a gravação para a polícia, que identifica o criminoso após a prática de um delito. Só que, dá geração da imagem e o repasse à polícia, o bandido já fugiu.

Pelo Policiamento Eletrônico, a polícia pode evitar a prática de um crime. As câmeras, instaladas em pontos estratégicos, levam as imagens em tempo real ao Centro Remoto de Imagens, que, no caso do Espírito Santo, seria baseado em unidades da PM e no Ciods.

Assim, a polícia seria informada de pronto sobre possível evento criminoso, podendo, com rapidez, atuar de forma preventiva e não repressiva. Mesmo que o crime ocorra, a polícia, ao receber a imagem online, tem condições de ir até o local do delito e fazer um cerco aos bandidos.

Para isso, haveria sempre radiopatrulhas de prevenção circulando próximo aos locais onde as câmeras serão instaladas. Mas algumas autoridades da Polícia Militar e da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social foram contrárias à modernização. Preferiam fazer a cabeça de Hartung e de seu sucessor, Renato Casagrande, que instalar câmera para gravar o crime e correr atrás do bandido seria mais importante. Deu no que deu.

Voltando ao exemplo de Niterói, o prefeito Rodrigo Neves quer armar a Guarda Municipal da cidade com revólver calibre 38 e pistolas de calibre 380. A decisão já foi comunicada à Polícia Federal, responsável por dar a orientação para a compra do armamento, com autorização do Exército.

O objetivo de Neves é que a PF aprove a medida nas próximas semanas e a tropa da Guarda Municipal esteja armada até o final do ano que vem, após um treinamento de 60 horas práticas.

 

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