Polícia Federal prende 11 pessoas por 'lavagem' de R$ 3 bilhões no Rio, São Paulo e Paraná

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (11/06) a Operação Porto Victoria para desarticular organização criminosa transnacional especializada em evasão de divisas e lavagem de dinheiro em vários países. Estima-se que de cerca de R$ 3 bilhões foram lavados em três anos de atuação.

Pelo menos 130 Policiais Federais cumprem 11 mandados de prisão, dois mandados de condução coercitiva e 30 mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo, Araras, Indaiatuba e Santa Bárbara do Oeste – todas no Estado de São Paulo – e ainda em Curitiba e Resende (Rio).
A investigação teve início em 2014 após solicitação da Agência Norte Americana de Imigração e Alfândega (ICE), para apuração de fatos envolvendo um brasileiro que atuaria junto a uma organização criminosa especializada em evasão de divisas e lavagem de dinheiro em diversos países, como Reino Unido, Venezuela, Estados Unidos, Brasil e Hong Kong. As investigações da PF identificaram a atuação do grupo em diversas frentes.
Um dos esquemas baseou-se na especialização da retirada ilegal de divisas da Venezuela por meio de importações fictícias promovidas por empresas brasileiras, que tinham como fim somente a movimentação financeira. Os produtos brasileiros eram superfaturados em até 5.000% para justificar a remessa dos valores vindos da Venezuela. Em seguida, empréstimos e importações simuladas justificavam o envio dos recursos para Hong Kong, de onde então eram encaminhados para outras contas ao redor do mundo.
Outro modo de ação - realizado no Brasil - era a realização de importações fictícias realizadas por empresas brasileiras, valendo-se da colaboração de operadores do sistema financeiro com bancos e corretoras de valores, que faziam vistas grossas em relação à veracidade de transações comerciais que tinham como único fim o envio de dólares para o exterior, com aparência de legalidade.
Também foram detectadas transações por meio de um esquema conhecido como “dólar cabo”, realizadas tanto no Brasil quanto no exterior, à margem do sistema oficial de remessa de divisas.
Os investigados responderão, na medida de suas participações, pelos crimes de evasão de divisas, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta de instituição financeira e organização criminosa.
(Fonte: Assessoria de Comunicação do Departamento Geral da Polícia Federal)
 

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