Procurador-geral de Justiça arquiva inquérito contra deputado Guerino Zanon na Operação Derrama

Uma decisão do procurador geral da Justiça, Éder Pontes, determinou o arquivamento do processo contra o ex-prefeito de Linhares, no Norte do Espírito Santo, e atual deputado estadual, Guerino Zanon. O político chegou a ser preso em 2013 na Operação Derrama, que investigava acusados de ilegalidades em contratos das prefeituras com uma empresa que trabalha com a recuperação de tributos municipais.

A Operação Derrama, desenvolvida pelo Núcleo de Repressão às Organizações s Criminosas da Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social, levou para a cadeia ex-procuradores municipais, advogados, empresários e políticos. As investigações apontaram ilegalidades na contratação da empresa CMS, que oferecia a recuperação de tributos. Em Linhares, o contrato foi assinado em 2007, na gestão anterior à de Guerino.

Ainda na decisão, o procurador geral de Justiça Éder Pontes afirma que as investigações não deveriam ter sido feitas pela Polícia Civil, já que na época muitos envolvidos eram políticos e tinham foro privilegiado.  Por isso, as investigações deveriam ter sido feitas pelo Ministério Público. Ainda segundo o procurador, as provas da operação foram conseguidas de forma ilegal

Assim que Guerino assumiu o cargo de deputado estadual e voltou a ter foro privilegiado, pediu que o processo fosse encaminhado para o Ministério Público Estadual. Ele acredita que delegados e juízes envolvidos na operação agiram de forma errada.

“Essa é uma questão que será resolvida internamente, no seio da Policia Civil, com o Ministério Público e o Judiciário. Está claro que delegados extrapolaram todas as regras democráticas. Tanto, que até grampos ilegais eles usaram”, disse Guerino.

Para ele, a notícia do arquivamento do processo foi recebida com alívio. “Montaram uma farsa em cima de nós, nos prenderam e eu espero algum dia que a verdade venha à tona, porque quero ter documento nas mãos. Quero que a mesma Justiça que me prendeu, me dê um documento dizendo que estou livre, que posso andar livremente na rua”, concluiu Guerino Zanon.

(Com informações do Portal de Notícia G1/ES)

 

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