Delegado mineiro é o novo superintendente Regional da Polícia Federal no Espírito Santo

O delegado federal Robinson Fuchs Brasilino toma posse, a partir das 14h30 desta, quinta-feira (23/07), como novo superintendente Regional da Polícia Federal no Espírito Santo. Ele entra na vaga de Valdson José Rabelo, que assumirá a Adidância Policial na Embaixada do Brasil em Roma, na Itália.

Robinson Fuchs trabalhou em diversas operações da Polícia Federal responsável pela prisão de políticos, empresários e servidores públicos. Uma delas foi a Sanguessuga, que serviu para condenar, inclusive, políticos do Espírito Santo. Atingiu em cheio a ‘Máfia das Ambulâncias’ que atuava no Congresso Nacional.

O ato de posse será realizado no Auditório da Polícia Federal, em São Torquato, Vila Velha. A cerimônia contará com a presença do diretor-geral da Polícia Federal, delegado Leandro Daiello, além de outras autoridades.

O delegado de Polícia Federal Robinson Fuchs nasceu em Corinto (Minas) e tem 56 anos. Além de ser graduado em Direito (pela Faculdade Milton Campos, na cidade mineira de Nova Lima), possui pós-graduação em Segurança Pública pela Fundação Getúlio Vargas e curso de Técnicas de Investigação realizado em Lisboa/Portugal.

Em 1993 foi aprovado no concurso de Delegado de Polícia Federal, ingressando na primeira turma. Em seu percurso na instituição, exerceu vários postos de comando, como chefe da Delegacia de Polícia Federal em Cáceres/MT, Corregedor Extraordinário na Superintendência Regional da PF no Rio de Janeiro e superintendente Regional da Federal em Tocantins.

Em Minas Gerais, foi chefe da Delegacia de Combate a Crimes Fazendários, chefe da Delegacia de Imigração, chefe da Delegacia de Combate a Crimes Previdenciários, Representante da Interpol e Corregedor Regional. O delegado Robinson Fuchs participou de diversas operações de grande relevância na Polícia Federal, como Operação Anaconda, João de Barro, Operação Águia, Mãos Limpas e Sanguessuga.

A Operação Sanguessuga foi responsável pela condenação de diversos políticos, inclusive do Espírito Santo. Ela foi deflagrada pela Polícia Federal em 4 de maio de 2006. Na ocasião, 48 pessoas foram presas e 53 mandados de busca e apreensão cumpridos. De acordo com estimativas feitas à época, o grupo desviou mais de R$ 110 milhões dos cofres públicos. Seus membros – deputados, senadores, servidores públicos e empresários – integravam a chamada ‘Máfia das Ambulâncias’.

 

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