Investigações da Lava Jato “vão mais longe”, diz diretor-geral da Polícia Federal

O diretor-geral da Polícia Federal, delegado Leandro Daiello Coimbra, esteve nesta quinta-feira (23/07) no Espírito Santo e, para a imprensa, evitou dar declarações. Entretanto, em conversa reservada com um grupo de policiais federais e outras autoridades na sede da Superintendência Regional da Polícia Federal, no bairro São Torquato, em Vila Velha, ele garantiu que a Operação Lava Jato, que vem a cada dia descobrindo a teia de corrupção que se instalou dentro da Petrobras – envolvendo políticos de peso, diretores da estatal e os mais bem sucedidos empresários do País –, “vai mais longe”.

Em discurso na posse do novo superintendente Regional da Polícia Federal no Espírito Santo, delegado Robinson Fuchs Brasilino, Leandro Daiello garantiu que a PF vai estar sempre cumprindo a lei. O diretor-geral da instituição ressaltou o “padrão  “republicano” da Polícia Federal:

“O padrão (de eficiência e credibilidade) alcançado pela Polícia Federal brasileira só é possível porque ela é uma polícia republicana, porque cumprimos a lei. O cumprimento da lei nos fortalece e nos faz uma verdadeira polícia republicana”, repetiu o diretor Leandro Daiello.

Procurado pelo Blog do Elimar Côrtes após a solenidade de posse do superintendente Robinson Fuchs, o diretor-geral da PF, delegado Leandro Daiello, disse que preferia não conceder entrevista, “porque a festa é do doutor Fuchs”.

Com insistência, o Blog pediu para que ele falasse algo a respeito da Operação Lava Jato. Leandro Daiello alegou que “só os delegados que estão à frente das investigações podem falar”. Deu a mesma resposta para a repórter de um canal de TV.

O Blog insistiu, perguntando a Leandro Daiello, enquanto ele caminhava para a porta de saída da Superintendência Regional da Polícia Federal, se as investigações "vão mais longe." Sempre mantendo o sorriso, Leandro Daiello respondeu algo que não deu para ser ouvido.

Entretanto, antes da solenidade de posse, o diretor-geral da Polícia Federal recepcionou, junto com o superintendente Robinson Fuchs, um grupo de convidados, entre os quais estavam autoridades da Segurança Pública capixaba e servidores da Polícia Federal, como delegados e agentes.

Numa rápida conversa, Leandro Daiello teceu poucos comentários sobre a Lava Jato, sem citar nomes de outras pessoas que estão sendo investigadas, além das que se tornaram pública – como os presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados, respectivamente, Renan Calheiros e Eduardo Cunha.

Porém, garantiu que as investigações vão chegar “mais longe”, dando a impressão de que mais nomes poderão surgir nos próximos dias. Há quem diga que, depois da decisão da Polícia Federal em indiciar mais oito pessoas no inquérito da 14ª Fase da Operação Lava Jato envolvendo a Odebrecht, vão ser atacados agora os integrantes do núcleo político beneficiado pela propina da empreiteira.

É provável que políticos do Espírito Santo façam parte desse núcleo, já que um dos executivos da empreiteira Camargo Correa, Eduardo Hermelino Leite, condenado na segunda-feira (20/07) a 15 anos e 10 meses de prisão, detalhou irregularidades nas obras do Centro Administrativo da Petrobras em Vitória. Em depoimento à Polícia Federal, Eduardo Leite relatou como era a distribuição de propina para a construção da sede na capital capixaba.

 

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