MAIS DE 250 POLICIAIS FEDERAIS ESTÃO ATRÁS DOS CRIMINOSOS: Ex-jogador da Seleção Brasileira, Edilson Capetinha é acusado de fraudar loterias da Caixa

A Polícia Federal deflagrou, nesta manhã (10/9), a “Operação Desventura” com objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada em fraudar o pagamento de loterias da Caixa Econômica Federal por meio da validação fraudulenta de bilhetes de loteria. Os valores desviados podem atingir cifras milionárias. Até um ex-jogador da Seleção Brasileira é acusado de fazer parte do grupo criminoso.

Segundo a Folha de São Paulo, o ex-jogador envolvido com o grupo é Edilson da Silva Ferreira, que integrou a Seleção pentacampeã em 2002, no Japão e Coréia do Sul. Um primo de Edilson já está preso. Edilson Capetinha, que é baiano, jogou no Espírito Santo – Alfredense –, Corinthians, Flamengo e Vasco.

Os valores dos prêmios não sacados seriam destinados ao Fundo de Financiamento Estudantil (FIES). Em 2014, ganhadores de loteria deixaram de resgatar 270,5 milhões em prêmios da Mega-Sena, Loteca, Lotofácil, Lotogol, Quina, Lotomania, Dupla-sena e Timemania.

Aproximadamente 250 policiais federais estão cumprindo 54 mandados judiciais, sendo cinco de prisão preventiva, oito de prisão temporárias, 22 conduções coercitivas e 19 de busca e apreensão, nos estados de Goiás, Bahia, São Paulo, Sergipe, Paraná e no Distrito Federal.

Os investigadores constataram que o esquema criminoso contava com a ajuda de correntistas do banco, que eram escolhidos por movimentarem grandes volumes financeiros e que foram usados para recrutar gerentes da Caixa para serem utilizados na fraude. Dentre esses correntistas foi identificado, inclusive, um ex-jogador de futebol da seleção brasileira.

De posse de informações privilegiadas, a quadrilha contatava esses gerentes, que se encarregavam de viabilizar o recebimento do prêmio por meio de suas senhas, validando, de forma irregular, os bilhetes falsos.

Durante as investigações um integrante da quadrilha chegou a ser preso quando tentava aliciar um gerente para o saque de um bilhete de loteria no valor de 3 milhões de reais. Poucos dias depois de liberado pela polícia foi executado em condições que ainda estão em investigação.

Durante a investigação foi possível identificar ainda a atuação de doleiro na organização criminosa, além da prática de outros delitos como fraude na utilização de financiamentos do BNDES e do Construcard e liberação irregular de gravame de veículos.

A investigação conta com o apoio do Setor de Segurança Bancária Nacional da Caixa Econômica Federal. Os envolvidos responderão por organização criminosa, estelionato qualificado, tráfico de influência, corrupção ativa e passiva, falsificação de documento público, evasão de divisas.

(Fonte: Assessoria de Imprensa da Polícia Federal)

 

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