Blitz do Sindipol mostra a falta de estrutura em 10 delegacias de Polícia no Sul do Espírito Santo

Se as condições de trabalho são precárias nas delegacias da Grande Vitória, como vem sendo constatado pelas inspeções sindicais realizadas pelo Sindicato dos Servidores Policiais Civis do Estado do Espírito Santo (Sindipol/ES), a situação para os policiais que estão lotados no interior do Estado é tão pior quanto.

Com o objetivo de denunciar e cobrar do Poder Público ações concretas, o Sindipol/ES segue com o incessante trabalho em prol de melhorias para a categoria, agora na 6ª Regional Alegre. Desta vez, a Diretoria do Sindipol fiscalizou as condições de trabalho nos 10 municípios – todos localizados no Sul do Estado – onde as delegacias pertencem à circunscrição das 6ª DP Regional, cuja sede é em Alegre.

Delegacia de Polícia de Alegre

Apesar da reforma no prédio da 6ª Regional, o resultado não foi muito satisfatório. Mesmo diante da sugestão dos policiais civis, as salas foram mal distribuídas e nada foi feito para otimizar toda estrutura física a fim de melhorar a prestação de serviços dos profissionais que ali atuam.

A Delegacia de Polícia de Alegre possui em seu quadro operacional um delegado, dois escrivães e dois investigadores. Já o Plantão 24 horas da Regional é composto por oito investigadores, quatro agentes de Polícia (uma está de licença maternidade e outro de licença por motivos de saúde, sem data para retorno) e quatro escrivães, tendo um deles atuando como escrivão “ad hoc” – ou seja, profissional que não é servidor da Polícia e, portanto, deixa de ser habilitado para o cargo.

Para as diligências, os policiais dispõem de três viaturas caracterizadas e uma descaracterizada, a última necessita urgentemente de uma reforma ou de ser substituída.

Delegacia de Jerônimo Monteiro

A estrutura física da Delegacia de Jerônimo Monteiro é relativamente funcional. Atualmente, os delegados plantonistas estão respondendo pela unidade policial, cada um em seu respectivo dia de Plantão. Assim sendo, esse “jeitinho” acarreta em muito uma sobrecarga de trabalho tanto para a autoridade policial quanto para o escrivão e o agente que estão lotados na Depol.

Os servidores contam com uma viatura descaracterizada e uma caracterizada que precisa ser trocada em virtude dos defeitos apresentados pelo tempo de uso do veículo.

Graças ao descaso e ao ostracismo por parte da Administração, a delegacia ficou temporariamente FECHADA, pois um policial teve que sair de férias e não havia a mínima possibilidade de manter a delegacia aberta para garantir toda rotina de trabalho.

Delegacia de Muniz Freire

O prédio da Delegacia é novo e não apresenta defeitos à primeira vista. Apesar de a unidade policial pertencer a Ibatiba, todos os procedimentos são encaminhados para a 6ª Regional. O quadro de pessoal é composto por um delegado, três investigadores (um de licença médica), um escrivão (também de licença médica).

Os policiais contam com três viaturas: dois veículos caracterizados, sendo uma Parati antiga que precisa ser trocada; e uma viatura descaracterizada. A maior necessidade que a delegacia apresenta é a falta de delegado e de escrivão para dar seguimento às pilhas de trabalhos acumulados.

Delegacia de Ibitirama

A Delegacia de Ibitirama está lotada em um imóvel que não pertence à Polícia Civil do Estado do Espírito Santo. O ideal seria a construção de uma unidade policial nova para o atendimento ao público.

Com um quadro de pessoal composto por um delegado, um escrivão e um investigador, faz-se mais que urgente e necessário que sejam lotados mais policiais civis, tendo em vista o alto índice de tráfico de drogas no município.

Mesmo com o contingente ínfimo e contando apenas com uma viatura, os policiais tiveram êxito em realizar uma apreensão significante de drogas na região.

Delegacia de São José do Calçado

O imóvel onde está localizada a Delegacia de São José do Calçado é mantido pelos próprios policiais civis. Por ser muito antigo e apresentar uma série de avarias, o prédio precisa de uma reforma urgente.

O quadro de pessoal responsável pela delegacia é composto por um delegado e cinco investigadores (um atuando como escrivão “ad hoc”).

Eles possuem disponíveis três viaturas para realizarem toda demanda. Uma caracterizada e que será pedido à baixa o quanto antes; duas descaracterizadas: uma necessitando de reparos e a outra em boas condições.

As principais reivindicações para o bom andamento dos trabalhos seriam a troca urgente da viatura caracterizada e a nomeação de um escrivão.

Delegacia de Bom Jesus do Norte

As condições físicas da instalação são muito ruins. Podem ser facilmente percebidas infiltrações, mofo, além de a rede elétrica ser muito antiga e necessitar de uma reestruturação imediata.

A delegacia não possui delegado. Quem responde pela Depol é o delegado de São José do Calçado. A unidade conta ainda com três investigadores e um escrivão; duas viaturas caracterizadas e duas descaracterizadas, todas em péssimas condições de uso.

Delegacia de Apiacá

Assim como em Bom Jesus do Norte, a estrutura da Delegacia de Apiacá não é lá das melhores. O prédio necessita urgente de reforma, principalmente na parte elétrica.

O delegado responsável por Apiacá é o mesmo que responde pela delegacia de São José do Calçado e Bom Jesus do Norte. Três investigadores e um escrivão têm a disposição duas viaturas caracterizadas (uma delas bem antiga) para dar continuidade a todo trabalho policial.

Delegacia de Divino São Lourenço

Lamentável! Essa é a situação da Delegacia de São Lourenço. A Depol está localizada em um imóvel horrível e em péssimas condições estruturais. Não tem policial. Não tem viatura. Não tem nada! Que responde pela unidade é a Delegacia de Guaçuí.

Delegacia de Dores do Rio Preto

Não muito diferente do estado evidenciado em Divino São Lourenço está a Delegacia de Dores do Rio Preto. Quem responde pela Depol é o delegado de Guaçuí, que conta com uma equipe formada por um escrivão, dois investigadores (um está de licença e sem previsão de retorno); uma Parati em péssimas condições de conservação é o veículo disponibilizado para uso dos policiais.

Delegacia de Guaçuí

De todos os municípios que contemplam a circunscrição da 6º Regional, Guaçuí é o mais problemático. O prédio no qual está instalada a Delegacia da cidade foi cedido pela prefeitura. Em virtude das condições insalubres, é tido como uma das piores acomodações para uma Depol.

Um delegado, um escrivão e oito investigadores (sendo um dentre eles responsável pelos serviços de cartório) têm a missão de atender toda demanda da região. Além dos policiais civis, a delegacia conta com dois estagiários cedidos pela prefeitura para serviços administrativos internos.

São quatro viaturas caracterizadas e uma descaracterizada. Desse total, três necessitam com urgência de substituição.

Sindipol/ES denuncia situação alarmante

O objetivo dos trabalhos desta entidade sindical é tão somente tornar público a dura realidade vivenciada pelos policiais civis que sofrem em seu dia a dia com a falta de estrutura (recursos materiais, humanos, valorização, etc) bem como, da precariedade das Instalações físicas que comprometem o bom atendimento a toda sociedade do Estado do Espírito Santo.

Diante da falta de investimentos no profissional da Segurança Pública está mais que comprovado que os policiais civis são realmente guerreiros e excelentes na missão de defender toda população.
O Sindipol/ES denuncia todo descaso e toda precariedade que prejudica a saúde física e psicológica de toda categoria, com a certeza que todas as medidas cabíveis serão tomadas até onde for preciso para que este quadro desfavorável seja extinto o quanto antes.

De uma forma geral, pode-se concluir que a situação da PCES é realmente caótica, dada as condições de ABANDONO que acarretam no caos instalado na Instituição, haja vista a falta de INVESTIMENTOS, carecendo de uma urgente reestruturação.

(Texto e Fotos: Portal do Sindipol/ES)

 

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