Gilsinho Lopes se rende a Paulo Hartung e retira assinatura de requerimento que iria criar Blocão de oposição ao governador

O deputado estadual e delegado de Polícia licenciado Gilsinho Lopes (PR) está se reaproximando do governador Paulo Hartung (PMDB) na tentativa de ver seus pleitos melhor analisados – e, quem sabe, até aprovados – pelo Executivo Estadual. Depois de criar dificuldades para Hartung no primeiro ano da atual legislatura, Gilsinho Lopes retirou sua assinatura do requerimento 005/2016 que criaria um bloco suprapartidário na Assembleia Legislativa numa forma de se proporcionar uma oposição ao governo estadual.

O Blocão acabou não sendo formado por pressão do próprio Paulo Hartung. Além de Gilsinho Lopes, outros sete deputados retiraram suas assinaturas do requerimento. Assim, o número fica abaixo dos oito mínimos necessários para se criar o Blocão.

Retiraram as assinaturas: Marcelo Santos (PMDB), José Esmeraldo (PMDFB), Gilsinho Lopes (PR), Marcos Bruno (Rede), Josias Da Vitória (PDT), Rafael Favatto (PEN) e Cacau Lorenzoni (PP). Mantiveram os nomes: Enivaldo dos Anjos (PSD), Theodorico Ferraço (DENM) e Eustáquio de Freiras (PSB).

Na política, virou chavão dizer que “o mundo dá muitas voltas”. Em dezembro de 2015, quando a Assembleia Legislativa aprovou o orçamento de R$ 17,051 bilhões que havia sido apresentado pelo governo estadual para o exercício de 2016, Gilsinho Lopes criticou seus colegas por terem rejeitado sua emenda que tentava restituir o auxílio alimentação para os servidores estaduais, extinto em 2008. A proposta tinha um gasto previsto de R$ 115.686.096,50. O destaque foi reprovado por 15 votos contra nove.

Nas redes sociais, policiais civis que defendem Gilsinho Lopes, criticaram, sobretudo, o correto e coerente deputado estadual Euclério Sampaio – que é investigador de Polícia aposentado – por ter mantido uma postura em defesa do Estado do Espírito Santo.

Fica, então, a indagação: o que dirão agora os seguidores de Gilsinho Lopes ao saberem que o delegado retirou sua assinatura do requerimento que iria criar um bloco de oposição ao governador Paulo Hartung?

Oposição é um instrumento saudável para a democracia. Como dizia o jornalista, dramaturgo e escritor Nélson Rodrigues, “toda unanimidade é burra.”


 

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