PRESERVAÇÃO DA VIDA, DISCIPLINA, TREINAMENTO E RESPEITO COM O CIDADÃO: Comandante da Rotam revela o segredo do sucesso da nova Tropa de Elite da Polícia Militar do Espírito Santo

O Batalhão de Ronda Ostensiva Tática Motorizada (Rotam) da Polícia Militar do Estado do Espírito Santo teve muito trabalho em 2015. A atividade de patrulhamento tático realizada pelos policiais da Rotam contribuiu de forma direta para a redução dos números de homicídios e de outros demais. De acordo com balanço da PM, 1.090 pessoas foram detidas por homens e mulheres da Rotam; 160 armas de fogo e 1.852 munições de diversos calibres foram apreendidas.

Dentre as apreensões de drogas feitas pela Rotam, que resultaram no montante de mais de 3,6 toneladas de maconha, destaca-se uma ocorrência em que a Diretoria de Inteligência (Dint) da Polícia Militar esteve diretamente envolvida, desencadeando um trabalho conjunto, que culminou no recorde histórico no Estado. Trata-se da apreensão de três toneladas e meia de maconha na Serra, no mês de agosto. Na oportunidade, seis pessoas foram detidas.

Outros números relevantes: 19.461 buchas de maconha foram apreendidas em diversas outras apreensões, o valor de R$ 205.283,30 em espécie foi apreendido nas mais diversas ocorrências, principalmente as que decorreram em razão do tráfico de drogas. A Rotam prendeu 70 pessoas com mandados de prisão, e apreendeu 15.093 pedras de crack, 2.129 gramas do mesmo entorpecente, 10.976 papelotes, 5.673 pinos e 10.782 gramas de cocaína. Foram 75 veículos roubados ou furtados recuperados.

Hoje, a Rotam é uma das unidades mais respeitadas dentro da Polícia Militar do Espírito Santo; tornou-se numa outra tropa de elite – a primeira é o Batalhão de Missões Especiais.  Tamanha credibilidade e eficiência foi conquistada graças ao trabalho de seus oficiais e praças, que ao longo dos últimos sete anos – a unidade foi criada em 2009 – têm se esforçado a cada dia para garantir a paz nas regiões em são chamados para levar a paz, conforme garante, em entrevista ao Blog do Elimar Côrtes, o comandante da Rotam, o tenente-coronel Eduardo Nunes.


Blog do Elimar Côrtes – Qual a filosofia do patrulhamento da Rotam?
Eduardo Nunes – O Batalhão de Rotam, como parte integrante da Polícia Militar, visa promover com a comunidade capixaba a preservação da ordem pública em todo o Estado do Espírito Santo por meio do patrulhamento tático, através das seguintes ações: saturar os setores de maior índice criminal em apoio as OPM de área; atuar em ocorrências de alta complexidade; apoiar tática e operacionalmente o Sistema de Inteligência da Polícia Militar (SIPOM) em operações de repressão qualificada às organizações criminosas e/ou crime organizado; saturar setores impactados por eventos esportivos, culturais e religiosos, por meio do patrulhamento tático; dentre outras missões devidamente elencadas e de sua competência.

– Quais os treinamentos que homens e mulheres que integram a Rotam têm no dia a dia?
– É obrigatório aos homens e mulheres que atuem em uma equipe de Rotam sejam submetidos a um treinamento específico previamente, como um curso de especialização ou um estágio de nivelamento teórico e prático.

Porém, somente isso não qualifica o policial para estar atuando nessa função. Por isso, existem instruções semanais que deverão manter esse nível técnico, onde são abordados os mais diversos assuntos, como princípios básicos de preservação da dignidade vida humanos e Polícia Comunitária; emprego progressivo do uso da força; doutrina de patrulhamento tático; Legislação Penal comum e especial; direção defensiva e evasiva; ações táticas; emergência e socorros de urgência; ocorrências com reféns e ou ações do primeiro interventor; preparação física; defesa pessoal; armamento e equipamento; tiro policial;  Operações de Intervenção e Controle de Pequenos Distúrbios;  treinamento em técnicas de pilotagem de motocicletas on e off-road e outros, segundo a conveniência e necessidade operacional, conforme previsto no texto doutrinário que rege a unidade.

– A Rotam é tida como uma unidade pesada – no sentido de atuar em áreas vulneráveis, onde ocorrem mais crimes contra a vida. No entanto, fechou o ano de 2015 sem se envolver em ocorrência letal. Como se consegue esse feito?
– No Batalhão Rotam prima-se por um alto nível no preparo técnico e psicológico dos policiais, o que possibilita a tomada de decisões rápidas e coerentes com os padrões legais estabelecidos, mesmo sob situações de alto estresse ou na rotina comum devido à periculosidade da natureza do policiamento realizado pelos integrantes desta unidade. Isso é possível em decorrência dos pilares estabelecidos como doutrina, capacitação e treinamento dos militares de forma continuada.

Destaca-se também o mecanismo disciplinador e norteador a fim de vincular, orientar e potencializar a atuação policial militar, rumo às ações de segurança pública para cumprir sua missão, onde as regras e condutas mais seguras e eficientes são fiscalizadas e cobradas mutuamente pelos próprios companheiros na equipe da Rotam, de forma que a doutrina do patrulhamento tático acaba por trazer maior segurança aos patrulheiros, aumentando a produtividade do serviço, a autoestima do profissional e colabora para uma maior credibilidade da instituição e de seus componentes. Esse nível elevado é empregado para aumentar a eficácia e a eficiência do Patrulhamento Tático realizado pela Rotam.

Os policiais da Rotam não são perfeitos, mas primam por atuar da maneira mais precisa possível, frente a uma quebra da ordem pública, tal fato busca minimizar os impactos da reação policial.

– O que foi feito para Rotam se tornar uma unidade de elite e, mais importante, obter o respeito, confiança e simpatia da população capixaba?
– Apesar de atuar nos lugares mais violentos do Estado, isto é, onde estão presentes os maiores índices de homicídio, a unidade é reconhecida de forma condizente e fidedigna à verdadeira missão que motivou sua criação: preservar vidas.

E para cumprir esse desafio da segurança pública capixaba é indispensável que todas as vertentes apresentadas sejam observadas e cumpridas com zelo e rigor, considerando que antes de ser um policial militar que serve em uma unidade de elite, cada policial da Rotam tem estabelecida e sedimentada em seu caráter sua reponsabilidade como cidadão e, assim sendo, está revestido de valores, direitos e deveres. Por isso, a promoção da segurança pública é entendida pelos policiais da Rotam em consonância com a carta Magna, a Constituição Federal que afirma em seus dizeres: “A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos.”

 

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