General afirma que a verdade e a honestidade estão enraizadas nas Forças Armadas e diz que é impossível aceitar a mentira e a corrupção como simples malfeitos toleráveis

Na última terça-feira (15/03), o general-de- Exército Alberto Mendes Cardoso, que foi Ministro do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República no governo de Fernando Henrique Cardoso e hoje se encontra na reserva, escreveu artigo com o título “Nós e as Instituições Permanentes”. No dia seguinte, o mesmo artigo foi transcrito no Blog do Exército Brasileiro, deixando intrínseco que o Exército defende a Lei e a Ordem.

A opinião séria e importante do general Alberto Cardoso vem na semana em que a crise política estourou de vez no Brasil, com a Justiça Federal suspendendo a  posse do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na chefia da Casa Civil, ocorrida nesta quinta-feira (17/03). A presidente Dilma Roussef (PT) nomeou Lula como ministro com o único propósito de transferir o foro responsável por conduzir as apurações contra Lula, dentro da Operação Lava Jato. Ele era investigado pelo juiz Sérgio Moro, em Curitiba, e agora o caso será enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF). Dilma está sendo acusada de obstruir os trabalhos da Justiça para proteger Lula.

No artigo, o general Cardoso deixa claro que, “em curto tempo na caserna, ser veraz (verdadeiro) e honesto no íntimo, na palavra e nos atos transforma-se em virtude que reforça o que já sabíamos ser correto.” E afirma que, “para os que permanecem na atividade militar, verdade e probidade enraízam-se de tal forma nas atitudes interiores que tornam impossível aceitarmos a mentira e a corrupção como simples malfeitos toleráveis.”

O general finaliza seu raciocínio deixando claro que as Forças Armadas estarão sempre atentas em defesa da Lei e da Ordem:

“O artigo constitucional que nos impõe disciplina e hierarquia como bases organizacionais nos aponta um norte nos momentos em que consideramos afrontados os nossos valores. O rumo indicado é o da confiança nos camaradas ocupantes de postos na cadeia de comando, tendo sempre em mente que todos temos a mesma formação ética e moral, a mesma participação no fortalecimento e na sustentação do caráter permanente das instituições militares e a mesma certeza de que só somos fortes quando unidos. Essa confiança nos chefes ajuda a aceitar, sem angústia, que são necessariamente diferentes os níveis de conhecimento dos fatos e das providências em andamento.”

Leia aqui o artigo completo do general Cardoso http://eblog.eb.mil.br/

 

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