Investigadores do concurso de 1993 já têm Ficha Funcional recheada de elogios, apesar de contarem com menos de cinco anos de atividade policial

Engana-se que imaginou que os Investigadores de Polícia Civil do Estado do Espírito Santo, do emblemático concurso de 1993, fossem “pipocar” depois de serem nomeados e começarem a trabalhar quase 20 anos depois de aprovados naquele processo seletivo. Eles provam a cada dia que sempre estiveram aptos a cumprir suas missões.

Prova disso é o reconhecimento da Administração Superior da Polícia Civil: muitos desses novatos investigadores, que já romperam a casa dos 40 anos de idade, têm a Ficha Funcional recheada de elogios. São verdadeiros campeões de ideias, cumprem fielmente as missões policiais; se destacam em investigações de crimes diversos – sobretudo homicídios –, levam a experiência profissional adquirida no passado para setores vitais para a sobrevivência da Polícia Civil, como Informática, Telecomunicação, Financeiro e outros.

Pelo menos seis desses investigadores concordaram em falar sobre os elogios recebidos. São todos da turma do concurso de 1993, mas somente foram nomeados a partir de dezembro de 2011. Têm, portanto, menos de cinco anos de atividade policial e, mesmo assim, em tão pouco tempo, já possuem a Ficha Funcional bastante rica com elogios da Chefia de Polícia Civil.

Adriel Ludolfo Moreira

“Tomei posse no dia  27 de dezembro de 2011. Hoje, estou lotado na Delegacia Especializada de Pessoas Desaparecidas.”

“Já recebi sete elogios em minha Ficha Funcional. Os elogios podem ser descritos da seguinte maneira:
1)  Ajudar na elucidação de inquérito relativos a homicídios (tentado e consumados) no mês de março de 2012 pela Força Tarefa da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa;

2) Participação no alto índice de elucidação de inquéritos de crimes contra a vida ocorridos antes do ano de 2009, também pela Força Tarefa;

3) Participação na redução do índice de homicídios na região da Grande Vitória em 2013, que foi de  7% comparada com o ano de 2012;

4) Participação direta na Operação Arquipélago (repressão ao tráfico de drogas) realizada pelo Nuroc;

5) Participação em diversas ações da Força Tarefa da DHPP e do Ministério Público, que resultaram na elucidação de homicídios em 2009;

6) Participação na redução de inquéritos de homicídios (tentados e consumados), dentro da Meta 02/Enasp/CNMP;

7) Participação na redução de inquéritos de homicídios da Meta 02/Easp/CNMP.

“Eu me sinto tranquilo em relação aos elogios. Não trabalho por elogios, trabalho para cumprir bem minhas funções como policial civil, servindo bem o cidadão, pois eu sou cidadão também e quero ser tratado com igual dedicação. Procuro me dedicar ao máximo para dar um retorno rápido nas ações investigativas, solicitadas pela Chefia; ao mesmo tempo que busco ser cordial com os colegas de trabalho. O elogio vem acompanhando esses tópicos, mas se ele não vier, me sinto feliz do mesmo jeito, pois eu tenho certeza que fiz um bom trabalho.”

Alex Sandro Pereira Loureiro

“Tomei posse como Investigador de Polícia em 2 de janeiro de 2012, estando lotado na Força Tarefa da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa. Nesses quatros anos de atuação, recebi nove elogios, feitos da seguinte forma:

25/05/2013 - Solicitado pelo gestor da Força Tarefa, delegado Eduardo Passamani Galvão: Em reconhecimento ao empenho e eficiência na conclusão dos Inquéritos da Força Tarefa.

27/05/2014 - Solicitado pelo promotor de Justiça  Pedro Ivo de Souza: Pela participação na elucidação dos Inquéritos de Homicídio e Tentativa de Homicídio anteriores à 2009.

13/07/2014 - Solicitado pelo superintendente de Ações Estratégicas e Operacionais, delegado  Cláudio Victor: Pela participação nos trabalhos que levaram a redução de 7,3 % nos Homicídios de 2013.

30/01/2015 - Solicitado pela coordenadora do Nuroc, delegada  Lana Lages: Pela participação na Operação Arquipélago em 4 de dezembro de 2014, que resultou na prisão de várias pessoas, drogas e armas.

02/02/2015 - Solicitado pelo Ministério Público: Por participação nos excelentes serviços prestados à Força Tarefa do Estado do Espírito Santo.

20/04/2015 - Solicitado pelo promotor de Justiça Pedro Ivo de Souza: Por participação na excelente prestação de serviços da Força Tarefa no cumprimento da Meta 02 da ENASP.

14/06/2015 - Solicitado pelo promotor de Justiça Pedro Ivo de Souza: Pela excelente prestação de serviços na Força Tarefa do Espírito Santo.

26/04/2016 - Solicitado pelo promotor de Justiça Rodrigo Monteiro da Silva: Pela participação aos serviços prestados em atendimento às metas traçadas pela ENASP.

27/04/2016 - Solicitado pela coordenadora do Nuroc, delegada Lana Lages: Pela participação na Operação Portelinha II, realizada em 18 de fevereiro de 2016.

“Sempre que o nosso trabalho e reconhecido por nossa Instituição e até por outras Instituições como o Ministério Público, nos dá uma motivação a mais para querer sempre melhorar e atender a população da melhor forma possível.”

André Luiz Ferreira Constantino

Tomei posse em janeiro de 2012. Neste período, recebi quatro elogios por atuações na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA); prestação de serviços a comunidades junto com a Prefeitura de Vitoria; e elogios da Chefia de Polícia; recuperação de armas roubadas da DPCA.”

“É  gratificante ter o seu trabalho reconhecido, mesmo que não seja através de um elogio em Ficha Funcional, com certeza te dá mais garra para trabalhar”.

Alessandro da Victória

“Tomei posse no dia 27 de dezembro de 2011 como Investigador de Polícia. Estou lotado na Academia de Polícia Civil (Acadepol). Recebi Medalha de Mérito Policial e neste ano de 2016, o Projeto de Prevenção à Violência  e  à Criminalidade, que desenvolvi com outros colegas de profissão,  foi agraciado pelo jornal ‘Imprensa Policial’, do Rio de Janeiro. Agora em junho, vamos ao Rio receber o Prêmio de Policial do Ano 2016.

“O trabalho de prevenção é de suma importância para a Polícia Civil. Nessa seara, somente em 2015, trabalhamos com cerca de 6 mil jovens e adolescentes  em comunidades carentes, onde debatemos sobre muitos assuntos de forma aberta e discutimos as escolhas, oportunidades  e as consequências  de nossas escolhas.”

“Meu pensamento é, se um adolescente resolver não entrar no crime no meio destes 6 mil que atendemos , já valeu a pena o trabalho, pois teremos uma geração longe do crime e das drogas. E mais do que elogio e medalhas, o mais importante é saber que no meio daquela multidão de jovens nasceu o sonho de ser alguém longe da violência.”

André Gustavo Pereira Alves

Entrei na Polícia Civil em 27 de dezembro de 2011. Hoje, estou lotado na 13ª Delegacia Regional de Aracruz. Neste período, recebi quatro elogios da Chefia de Polícia por conta de minha participação em operações policiais em todo o Espírito Santo e até no Sul da Bahia.”
“Sempre é muito bom quando elogio vem de nossos chefes. Recebo todos com muita satisfação.”

André Luiz  Paixão Lyra

“Tomei posse em 2 de janeiro de 2012 e estou lotado na Delegacia de Furtos e Roubo de Veículos.
“Os elogios que recebi em ordem decrescente:”

– Expediente protocolado nº 009206/19.06.2013 – O delegado de Polícia Nilton Abdala Salles, da Delegacia de pinheiros, concedendo elogio pelo que se segue: no dia 14 de maio de 2013, os policiais civis daquela delegacia saíram com destino ao distrito de Braço do Rio, em Conceição da Barra, com o fim precípuo de prender um grupo altamente perigoso, na qual havia praticado um latrocínio em pinheiros. Tais infratores gerenciavam o tráfico em Pinheiros e eram procurados por outros delitos na região. Os policiais civis com o objetivo de prender os autores do latrocínio, no dia 06/05/2013 fizeram campanas e investigações muito bem feitas e arriscadas. No dia 14 de maio de 2013, saíram e efetuaram a perigosa e competente operação em cumprimento dos três mandados de prisão. Esses policiais civis enaltecem o nome da Polícia Civil do Estado do Espírito Santo e, assim, são dignos do recebimento de elogio.

– Ofício Nº 688/2012- O juiz de Direito da Comarca de Pinheiro-ES solicita anotação em ficha funcional destes servidores, elogio, citado nos autos da Guia de Execução Criminal nº 222.2012.10754, que durante a qual se verificou a tentativa de fuga do sentenciado RAOMÃO DA SILVA, que só não concretizou em razão da pronta e diligente intervenção dos servidores ANDRÉ LUIZ PAIXÃO LYRA e CALEBE ROSA BERCELLO. Protocolado nesta PC sob o nº 013289 em 19/09/2012.

– Expediente Protocolado nº 013165/17.09.2012 e CI/SESP/PC/SPI/GAB/Nº 1140/12 - Elogio concedido pelo Superintendente de Polícia do Interior, Dr. Danilo Bahiense Moreira, e ratificado pelo Chefe de Polícia Civil, Dr. Joel Lyrio Junior, vez que, em 31/08/2012, foi realizada operação em todos os Municípios do Interior do Estado do Espírito Santo, no sentido de dar cumprimento a mandados de prisão, especialmente por homicídios e tráfico de drogas. Em apenas uma semana a equipe de policiais não mediu esforços em proceder levantamentos e diligenciar no sentido de cumprir os mandados de prisão e de busca e apreensão, cujo resultado foi a apreensão de 102 (cento e duas) pessoas em virtude de mandado de prisão, auto de prisão em flagrante e apreensão de adolescentes, dessa forma, os policiais receberam votos de elogio pelo brilhante trabalho realizado engrandecendo, assim, a imagem da Polícia Civil do Estado do Espírito Santo.

– Expediente 011454/15.08.2012 – O superintendente de Polícia do Interior, delegado Danilo Bahiense Moreira, sugere elogio ao proprietário desta pelo brilhante trabalho realizado na operação em comemoração ao aniversário desta instituição, iniciada em 06.07.2012, tendo êxito em realizar 168 prisões, vários flagrantes com apreensões de mais de trinta armas de fogo, munições de diversos calibres, drogas, veículos, importância em espécie, CNHs falsas, vasto material de jogo de bicho, carnes bovina, suína e de capivara, todas clandestinas, botijas de gás armazenadas de forma inadequadas, combustível comercializado de forma inadequada, dentre outros.

“Como eu me sinto ao receber elogio na Ficha Funcional? Ora, é como se estivesse com o dever cumprido”, diz André Lyra.

Átila Vieira Mendes

Logo depois de assumir o cargo de Investigador de Polícia Civil, Átila Mendes foi designado para trabalhar na Campanha do Desarmamento, junto à Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp). Nos primeiros anos da campanha, o Espírito Santo ficava sempre na 12ª colocação no número de armas entregues voluntariamente pela população.

A Sesp cobrou da equipe, cujo coordenador era o próprio Átila Mendes, a criação de um novo plano que pudesse melhorar a posição do Estado no ranking.  A equipe, então, teve a ideia de criar uma campanha itinerante, que logo se transformou em sucesso e escolhida pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça, em referência em todo o Brasil. A Senasp transformou a Ação Itinerante de Recolhimento de Armas (AIRA) adotada pela Sesp, sob a coordenação de Átila Mendes, em uma cartilha, que logo foi seguida por outros estados brasileiros.

“Em 2013, fizemos um piloto do que seria a Campanha Itinerante com a realização de seis viagens. No ano seguinte, visitamos todas as regiões do Espírito Santo, num total de 20 viagens. Em 2015, foram 12 viagens”, recorda Átila.

Com o sucesso alcançado em 2014, a Senasp procurou a Secretaria de Segurança Pública capixaba para saber o segredo do projeto, que já havia sido inscrito no Prêmio Inoves/2014. Átila Mendes citou todos os passos da Campanha Itinerante do Desarmamento e a Senasp acabou lançando uma cartilha colocando o Espírito Santo como referência.

“Eu ia, em uma Van, para todas as regiões do Estado acompanhado de um assessor e de um pedagogo. Enquanto eu ficava na praça central de uma cidade fazendo o atendimento a quem queria entregar uma arma, o assessor de imprensa visita emissoras de rádios e outros veículos de comunicação para divulgar a campanha. Nisso, o pedagogo ia às escolas conversar com alunos e professores, mostrando o perigo de se ter  arma dentro de casa. Para nossa surpresa, acontecia de, na parte da tarde, alunos irem com o pai na praça central nos entregar uma arma”, relembra Átila, que completa:

“Nessas visitas, o delegado da cidade sempre disponibilizava um policial civil para nos acompanhar. E a gente capacitava esse policial a dar continuidade à Campanha Itinerante e como acessar nosso sistema de dados.”

Segundo informações da Senasp, em outubro de 2013 o Estado do Espírito Santo ocupava o 12º lugar no ranking nacional de entrega voluntária de armas. Após a implantação da Campanha Itinerante de Recolhimento de armas, chegou-se, em julho de 2014, na oitava posição.

(Com informações também do Portal do Sindipol/ES)


 

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