Policiais dizem que delegados só querem “tumultuar” e criar “instabilidade” com lista tríplice para diretor-geral da Polícia Federal

O presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Luís Antônio de Araújo, acaba de divulgar uma nota criticando a formação de uma lista tríplice para a direção-geral da Polícia Federal. Ele disse que a lista, que está sendo elaborada pela Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), só visa “tumultuar e cria instabilidade” dentro do órgão.

Luís Boudens destaca que somente representantes de poderes devem ser escolhidos por uma lista tríplice, “e não o diretor-geral da Polícia Federal, que comanda um órgão subordinado ao Ministério da Justiça.”

O presidente da Fenapef cita ainda que, fosse viável a criação de uma lista, ela “não poderia ser feita somente por delegados, mas sim por todos os integrantes da corporação, como os peritos, escrivães, papiloscopistas e agentes.”

“Entendemos que os delgados, com sua lista, desejam que a instituição seja comandada por alguém alinhado a interesses corporativistas e não da Polícia Federal como um todo”, afirma Luís Boudens, que elogia a decisão do novo ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, de manter o delegado Leandro Daiello no cargo de diretor-geral da Polícia Federal:

"Entendemos que a a permanência dele (Leandro Daiello) dá uma ideia de continuidade, especialmente por conta do andamento da operação Lava Jato, muito embora a gestão Daiello tenha deixado a desejar nos quesitos de gestão de recursos e reestruturação da carreira, cujos cargos sequer têm atribuições em lei e o regime disciplinar é de 1965, época da ditadura", afirma o dirigente da Fenapef.

 

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