Oficiais da PM e do Corpo de Bombeiros realizam Assembleia Geral e vão aguardar reunião com o governo capixaba para decidir rumos da categoria

Os oficiais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros do Espírito Santo decidiram, em assembleia geral realizada na tarde de quarta-feira (24/08), aguardar a reunião que os representantes da categoria terão com o governo do Estado, em setembro, para decidir sobre o ajuizamento ou não de ação judicial pedindo a revisão geral anual dos salários. O governador Paulo Hartung (PMDB) não corrigiu os salários dos militares em relação à inflação dos anos de 2014 e 2015, acumulando, assim, uma defasagem salarial substancial. Os militares capixabas acumulam perdas salariais em torno de 45% nos últimos anos.

A Assembleia Geral Extraordinária dos Oficiais aconteceu na sede da Associação dos Oficiais Militares Estaduais (Clube dos Oficiais/Assomes), na orla de Camburi. Os associados decidiram aguardar a próxima reunião do Clube dos Oficiais com o governo do Estado, quando será apresentado o resultado financeiro do segundo quadrimestre de 2016 no Espírito Santo.

Caso o governo não apresente uma proposta de revisão dos salários dos Oficiais e Praças da PM e do Corpo de Bombeiros, uma nova assembleia será convocada para decidir os rumos do movimento.

"Compreendemos as dificuldades do governo, mas não podemos acumular tantas perdas ao longo dos anos sem uma perspectiva de recomposição salarial", ponderou o presidente do Clube dos Oficiais/Assomes, major PM Rogério Fernandes Lima, presidente do Clube dos Oficiais/ASSOMES.

Outro tema amplamente discutido foi a questão previdenciária que preocupa os oficiais, que formaram uma comissão composta por sete representantes da PM e do BM para discutir a previdência dos militares estaduais.

O major Rogério também destacou a importância dos trabalhos a serem desenvolvidos pela Comissão de Estudos Previdenciários. "Em caso de uma reforma da Previdência Estadual, a Assomes quer participar da discussão junto ao governo em busca do equilíbrio das contas públicas, mas respeitando direitos históricos, justos e legítimos daqueles que protegem a sociedade mesmo com o risco da própria vida", acrescentou.

O último tema discutido pelos associados foi a questão do reajuste salarial dos militares. "No ranking nacional ocupamos uma posição indesejável, haja vista que com o governador Paulo Hartung (entre 2003 e 2010) já tivemos um dos melhores salários entre todas as Polícias e Corpo de Bombeiros Militares do País. Vamos pleitear junto ao governo alcançarmos a média nacional dos salários dos Oficiais e Praças de outras corporações", disse o presidente Rogério Fernandes.

"Temos mantido um diálogo saudável, respeitoso e equilibrado com o governo do Estado. Neste momento de crise somos parceiros na busca da recuperação da economia e do ajuste das contas públicas, mas precisamos encontrar uma forma de corrigir os vencimentos dos militares estaduais que trabalham diuturnamente para reduzirmos ainda mais os índices de homicídios e violência em todo estado", concluiu o dirigente de class.

A Assembleia Geral Extraordinária (AGE) contou com um grande número de associados ativos e inativos, o que demonstra a preocupação dos oficiais com os temas discutidos na reunião. O presidente do Clube dos Oficiais  enalteceu a importância da presença de todos e informou que uma nova AGE deverá ser convocada no mês de setembro.

“Parabéns aos oficiais e praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar do Espírito Santo,  Soldados da Terra de Ortiz! Servindo e protegendo a sociedade capixaba mesmo com o sacrifício da própria vida”, pontou o major Rogério.

 

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