Presidente do Clube dos Oficiais do Espírito Santo rebate artigo escrito por Mestre em Direito em A Gazeta

Na Psicologia existe um teste que apresenta um copo d’água pela metade e pede a interpretação daqueles que lhe são submetidos: para uns o copo está meio vazio; para outros o copo está meio cheio. Neste sentido, caminha a análise feita em artigo publicado no jornal A Gazeta, edição de segunda-feira (02/01), pelo Drº Christiano Hehr Garcia, sob o título ‘Vassoura ou fuzil?’

O nobre acadêmico em seus argumentos equivoca-se ao dizer que o militar estadual, realizando faxina no quartel, está demonstrando uma submissão dos subordinados aos seus Comandantes. Não se concorda com os argumentos apresentados, pois, para o militar, o quartel é a sua segunda casa.

Ao concordarmos com a argumentação apresentada devemos entender então que haverá tratamento desumano ou cruel dado pelo pai ao filho ao fazê-lo limpar o seu quarto ou auxiliar na limpeza da casa.

De qualquer modo, o autor do artigo esquece de retratar a verdade dos fatos e deixa de citar que, atualmente, as Polícias Militares obedecem a matriz curricular da Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP), que tem como mote central a carga horária voltada para os direitos humanos, sociologia e demais disciplinas com ênfase humanitária, o que atualmente ocupa mais de 50% da carga horária e tal desiderato está voltado para a formação de Oficiais e Praças da Polícia Militar do Estado do Espírito Santo.

Da mesma maneira, o ato de limpar o quartel cabe tanto aos alunos soldados quanto para os cadetes do Curso de Formação de Oficiais. Assim, não foram citadas pelo autor as ações humanitárias desenvolvidas tanto pela Polícia Militar como pelas Forças Armadas, tais como o empenho nas enchentes de 2013 aqui no Espírito Santo e no terremoto no Haiti pelas forças federais.

Hodiernamente não são mais cabíveis manifestações equivocadas que buscam macular a imagem da formação dos policiais militares.

A Copa do Mundo de 2014 no Brasil nos deixou um legado que foi o exemplo dos torcedores japoneses que, após uma partida de futebol, recolheram todo o lixo. Aliás, alunos japoneses em suas escolas além de ajudar a servir a merenda também fazem a limpeza dos banheiros.

Dessa forma é importante reconhecermos que a formação do policial militar, atendendo as orientações da SENASP, traz uma maior carga humanística proporcionando ao policial militar lidar com todos os conflitos sociais enfrentados diuturnamente e que a realização eventual da limpeza dos quartéis não tem em seu viés nenhum instrumento de dominação, mas sim a conscientização de se manter o ambiente de trabalho salubre para o seu mister tanto para os Oficiais quanto para as Praças.

(Artigo do major PM Rogério Fernandes Lima, presidente da Associação dos Oficiais Militares Estaduais do Espírito Santo)

 

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