Presidente do Clube dos Oficiais Militares do Espírito Santo fala das expectativas para 2017

O presidente da Associação dos Oficiais Militares Estaduais do Espírito Santo (Assomes/Clube dos Oficiais), major PM Rogério Fernandes Lima, completa um ano à frente da presidência do Clube dos Oficiais na sexta-feira (20). Segundo ele, a diretoria atual alcançou  bons resultados nesse período e realizou ações importantes para benefício da entidade e associados. Um trabalho importante para o Clube dos Oficiais foi o refinanciamento da dívida do crédito rotativo que havia sido contraído na gestão anterior, junto ao Sicoob, para a construção da nova sede, em Camburi.

“Assumimos o Clube numa situação em que tínhamos que pagar juros do crédito rotativo e não o capital. Hoje, com o refinanciamento da dívida, temos data para iniciar e terminar de pagar o empréstimo. Tudo de forma organizada. Conseguimos acabar com a bola de neve”, afirmou o major Rogério.

Além disso, ele destacou também a maior integração do Clube dos Oficiais com os associados. “No decorrer de 2016, confraternizações e reuniões aconteceram, possibilitando o associado ter contato mais próximo e direto com a equipe da Associação e até mesmo entre eles", disse o presidente.

Na oportunidade, major Rogério enfatiza que a categoria vai intensificar, no decorrer deste exercício ( 2017), a luta pela aprovação de novas normas para ingresso de oficiais na PM e no Corpo de Bombeiros, como a exigência do curso de Bacharel em Direito. E mais: 2017 será  um ano dedicado também à defesa dos direitos dos militares estaduais, sobretudo na tão delicada e polêmica reforma da Previdência.

"Não nos descuidaremos das atividades que visam melhorias salariais, haja vista que já vamos para o terceiro ano sem a revisão geral anual, o que é um fator desmotivador para a categoria e os salários pagos aos militares estaduais do Espírito Santo estão entre os mais baixos do País. Queremos retornar à posição que tínhamos no segundo mandato do governador Paulo Hartung, em que fomos um dos três melhores salários do Brasil", comenta o presidente do Clube dos Oficiais.

É válido lembrar que ainda há a expectativa pela aprovação do projeto de lei que permite a Polícia Militar confeccionar o Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) para delitos considerados potencialmente leves. O estudo para a implantação do TCO no Espírito Santo já foi elaborado pelo Estado-Maior da Polícia Militar e encontra-se para avaliação do Comitê Gestor do Governo do Estado e com a Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social.

“Acreditamos que os projetos (exigência do Bacharelato em Direito e a implantação do TCO) vão andar neste ano de 2017”, informou o major Rogério.

Ainda, segundo ele, a exigência da formação em Direito para futuros candidatos a concurso público para entrar no Curso de Formação de Oficiais da PM e do Corpo de Bombeiros vai aliviar as finanças do Estado, porque o CFO passará a ser em apenas 18 meses e não mais em três anos, como é atualmente.

Major Rogério também explicou que esse fato fará com que os oficiais entrem com idade mais avançada na PM. "Em média, uma pessoa costuma completar o curso de Direito aos 25 anos de idade, e isso vai refletir na aposentadoria dos futuros oficiais. Entrando no CFO com 25 anos, eles vão para reserva após 35 anos de atuação na PM. Estarão, assim, com 60 anos de idade. Trata-se de outro benefício para os cofres públicos”, ressalta o presidente do Clube dos Oficiais.

De todo modo, a diretoria do Clube dos Oficiais destaca que estará atenta às movimentações nacionais sobre a reforma da Previdência.

"Estaremos sempre em Brasília acompanhando as discussões e votações no Congresso”, completa o major Rogério.

 

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