Ao propor lei que disciplina a disponibilidade de dirigentes das Associações de Classe da PM, o governo reconhece a importância das entidades, afirma presidente do Clube dos Oficiais

O presidente da Associação dos Oficiais Militares Estaduais do Espírito Santo, tenente-coronel PM Rogério Fernandes Lima, e dois outros dirigentes da entidade, o major PM Lúcio Bozan e o capitão PM Eliandro Claudino de Jesus estão desde o dia 27 de junho deste ano desempenhando funções na Polícia Militar. Foram convocados pelo Comando-Geral da corporação, que retirou deles o direito de ficarem disponíveis para atuar como dirigentes classistas.

No entanto, conforme o Blog do Elimar Côrtes informou com exclusividade, na terça-feira (11/07) o governador Paulo Hartung encaminhou à Assembleia Legislativa Projetos de Lei Complementar que disciplinam a disponibilidade de policiais civis e militares e bombeiros militares para o exercício de cargos diretivos nas associações de classe.

Na terça-feira pela manhã, antes dos PLCs chegarem à Ales, o tenente-coronel Rogério concedeu entrevista ao Blog do Elimar Côrtes em que manifestava esperança no sentido do governo regulamentar o que já havia, um dia, se tornado lei por meio de um decreto e através de acordo informal entre os dirigentes de classe das Associações de Classe dos Militares e o secretário de Estado da Segurança Pública e Defesa Social, André Garcia:

“Torcemos para que o governo regulamente a situação dos dirigentes de entidades de classe. Se regulamentar, estará fazendo justiça com os praças e oficiais”, comentou o presidente do Clube dos Oficias.

Nesta quarta-feira (12/07), o tenente-coronel Rogério completou a entrevista: “Ao enviar o Projeto de Lei Complementar à Assembleia Legislativa, o governador (Paulo Hartung) está reconhecendo a importância das Associações de Classe dos Militares Estaduais”.

O presidente do Clube dos Oficiais acrescentou: “Exercemos função de defesa classista e das questões sociais. As entidades assumem com seus associados algumas questões que o Estado não dispõe para os militares, como assessoria jurídica, assistência médica e odontológica e até mesmo ajuda financeira, nesse período de crise e sem reajuste salarial há três anos”.

O tenente-coronel Rogério lembra ainda que existe a questão do patrimônio das entidades, que precisa ser cuidado. “O Clube dos Oficiais, por exemplo, tem mais de 60 anos de existência e precisa ser bem cuidado e bem administrado. As entidades de classe cuidam ainda da questão assistencialista aos oficiais e praças. Quando um policial militar se envolve numa ocorrência, mesmo estando a serviço da corporação, ele é processado pelo próprio Estado. Só que este mesmo Estado não proporciona a ele assistência jurídica. São as associações que contratam advogados para defender os policiais”.

O tenente-coronel Rogério assumiu um cargo  na Diretoria de Finanças da PM. Atua desde o dia 27 de junho na DF1, que cuida do controle interno da PM, fazendo serviço de fiscalização. O major Bozan foi deslocado para o Ciodes, enquanto o capitão Eliandro está no CPOM.

“Ao ser transferido para DF-1 – o tenente-coronel Rogério atuava na Corregedoria Geral da PM –, acredito que poderei contribuir para o setor já que exerço os cargos de conselheiro Fiscal no IPAJM e na Caixa Beneficente e a DF1 é um setor de fundamental importância para a Corporação, pois trabalha com o controle interno. Quero somar forças em nosso controle e transparência (compliance)”, salienta o presidente do Clube dos Oficiais.

Segundo ele, o importante é que os dirigentes das Associações de Classe dos Militares continuem em busca do objetivo comum: “Vamos continuar no objetivo de buscar melhoria salarial para todos os policiais e bombeiros militares, nos pautando sempre dentro do diálogo.  Se faltar diálogo, vamos buscar a Justiça para encontra caminhos e direitos dos associados”, garantiu o tenente-coronel Rogério.

Enquanto o PLC, que começou a ser apreciado nesta quarta-feira (12/07) pelos deputados estaduais não entrar em vigor, o tenente-coronel Rogério, o major Bozan e o capitão Eliandro vão, segundo eles, encontrando espaços para trabalhar pela corporação e pelo Clube dos Oficiais:

“Jamais vamos deixar de cuidar do patrimônio da Assomes e dos associados. Foi para isso que fomos eleitos pela categoria de Oficiais da PM e do Corpo de Bombeiros. Nos nossos horários de folgas, temos atendido as demandas do clube, dos associados e, ao mesmo tempo, perseguir os nosso objetivo principal, que é a melhoria salarial para os PMs. Inclusive, a  campanha de valorização que colocamos nas ruas está a todo vapor”, disse o presidente do Clube dos Oficiais.

“Contamos com um corpo de funcionários muito competente. Ao mesmo tempo, trabalhando pelo Clube dos Oficiais nas horas de folga, nos intervalos para almoço, final de semana. Enfim, procuramos todos os  meios possíveis para agilizar vida da Associação”, concluiu o tenente-coronel Rogério.

 

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