HILÁRIO FRASSON TEVE APROVAÇÃO NO CURSO DE CAPACITAÇÃO EM SUBMETRALHADORA, CARABINA E ESPINGARDA HOMOLOGADA NO DIA DA MORTE DA EX-MULHER: Ex-marido da médica assassinada trabalha no Gabinete da Chefia de Polícia

No dia em que os médicos do Cias/Unimed de Vitória declararam a morte da médica Milena Gottardi Tonini Frasson, o Diário Oficial do Estado publicou Ordem de Serviço número 14-P, de 13 de setembro de 2017, em que homologou a aprovação do investigador de Polícia Hilário Antônio Fiorot Frasson no  “Curso de Capacitação em Submetralhadora Cal 40, Carabina Cal 40, e Espingarda Cal 12”, dado pela Academia de Polícia Civil do Estado do Espírito Santo (Acadepol). Milena foi baleada na cabeça na noite de quinta-feira (14/09), no estacionamento do Hospital das Clínicas, em Vitória. Hilário Frasson, ex-marido dela e investigado por suposto envolvimento no crime, trabalha no Gabinete do chefe de Polícia, delegado Guilherme Daré.

A publicação da homologação da aprovação de Hilário Frasson no curso saiu no DIO de sexta-feira (15/09), quando foi confirmada a morte de Milena. Hilário Frasson, que está solto, é investigado pelo suposto envolvimento no assassinato de Milena. Outro homem é investigado também como um dos dois mandantes do crime.

O “Curso de Capacitação em Submetralhadora Cal 40, Carabina Cal 40, e Espingarda Cal 12” foi dividido em duas turmas. Hilário Frasson  fez o curso junto com 13 policiais nos dias 24 e 25 de agosto deste ano. A segunda turma fez o curso nos dias 11 e 12 de setembro. A homologação do resultado dos aprovados no curso é assinada pelo  diretor da Acadepol, delegado Joel Lyrio Júnior.

Hilário Frasson trabalhou durante vários anos como Assessor Jurídico do Tribunal de Justiça. Foi aprovado no concurso público para Investigadores de Polícia Civil em 1993,mas somente tomou posse em janeiro de 2017.

Desde que tomou posse, no entanto, Hilário nunca foi trabalhar nas ruas, embora seu sonho sempre era o de ser policial. Foi logo localizado na Acadepol, mas despachava junto ao Gabinete do chefe de Polícia, delegado Guilherme Daré, de quem era considerado de confiança. Ou seja, oficialmente estava lotado na Acadepol, mas extraoficialmente prestava serviços de assessoria no Gabinete da Chefia.

Na segunda-feira (18/09), o Blog do Elimar Côrtes encaminhou email para a Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp), responsável pela Comunicação dos órgãos policiais capixabas, indagando sobre a unidade policial em que o investigador Hilário Frasson estava lotado. A resposta foi: “Para garantir a coleta das provas em busca do esclarecimento dos fatos, o inquérito tramitará em sigilo, na forma da legislação em vigor”.

Ou seja, devido ao segredo de Justiça no Inquérito Policial que investiga o assassinato da médica Milena, a Sesp não pôde informar a localização do policial Hilário. Em entrevista à TV Gazeta nesta terça-feira (19/09), o advogado Iran Silva confirmou notícia do Blog do Elimar Côrtes de que o investigador Hilário  Frasson trabalha na "administração geral da Polícia Civil" e não foi afastado das atividades. Mas garantiu que Hilário ainda “não foi denunciado” pelo crime e que presta informações como “informante”.



Na mesma entrevista, o advogado Iran Silva, que representa o policial civil Hilário Frasson, confirmou que o investigador teve a arma e o celular recolhidos pelo delegado Janderson Lube. Revelou que vai à Delegacia de Homicídios e Proteção à Mulher para ter acesso ao Inquérito Policial que apura a morte de Milena.

No entanto, é difícil que ele consiga ter acesso aos autos, pois o juiz Arion Mergar, que estava no Plantão Judiciário no último sábado (16/09), decretou segredo de Justiça no Inquérito a pedido da Polícia Civil. A decretação do sigilo foi na mesma decisão em que o magistrado acolheu pedido do delegado Jandereon Lube e autorizou a prisão do suspeito de matar Milena, Dionathas Alves Vieira, 23 anos, que foi preso no sábado.

A decretação do sigilo de Justiça se deu porque a Polícia Civil precisa dar continuidade a outras diligências para chegar aos intermediários e aos dois mandantes do crime, citados pelo executor, Dionathas. Ao mesmo tempo, a decretação do sigilo judicial foi necessária porque a Justiça precisou autorizar outras medidas cautelares, como a quebra do sigilo telefônico e bancário dos investigados.


 

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