domingo, 18 de fevereiro de 2018

COMANDANTE DO CPOM SUSPEITA DE “MÁ-FÉ” DE OFICIAL-MÉDICO EM ALGUNS CASOS E RECOMENDA PERMUTA DAS “PEÇAS” LICENCIADAS: Mais de 500 policiais militares estão de licença médica no Espírito Santo

Um ano após a “greve” na Polícia Militar do Espírito Santo, pelo menos 508 policiais militares estão afastados de suas atividades por causa de problemas de saúde. Os dados são do Comando de Policiamento Ostensivo Metropolitano (CPOM), aos quais o Blog do Elimar Côrtes teve acesso com exclusividade. Os números são relativos até o dia 7 de fevereiro de 2018 e representam, em média, o efetivo de um Batalhão inteiro de licença médica.

O total de policiais afastados representa 7% do atual efetivo de 24 unidades – entre Batalhões e Companhias Independentes – pesquisadas, que é de 7.382 profissionais. Os motivos do afastamento são, em sua maioria, por problemas psiquiátricos e ortopédicos – como contusões nos braços, joelhos e doenças ocupacionais.

O 4º e o 6º Batalhões, localizados em Vila Velha e Serra, respectivamente, e a 14ª Companhia Independente (Feu Rosa, Serra) são as unidades que registram o maior número de militares “baixados” – termo usado para licença médica. Em Vila Velha, são 84 policiais afastados, representando 15% do efetivo de 562 profissionais.

No âmbito do 6º BPM, o número chega a 73 PMs afastados, o que representa 12% do efetivo de 608 militares. Na 14º Companhia Independente, o índice de afastamento chega a 17%: 38 policiais de um total de 219. Em Vitória,  área do 1º BPM, s]ao 46 policiais afastados, de um total de 565 (8%).

Comandante do CPOM suspeita de “má-fé” de oficial-médico e recomenda transferência de policiais “baixados”

Preocupado com a “onda” de atestados médicos, o comandante do CPOM, coronel Alexandre Ofranti Ramalho, passou esta semana uma instrução, via áudio, para comandantes de Batalhões e Companhias Independentes, sugerindo que promovam a transferência de policiais que estejam em licença médica.

No áudio, o coronel Ramalho informa ter detectado problema em alguns Batalhões e Companhias “com relação à dispensa médica”. Avisa que já “identificamos um oficial-médico nosso, que tem um consultório em Vila Velha”, que estaria atendendo diversos policiais fora do Hospital da Polícia Militar. De acordo com Ramalho, quando um militar pisa nesse consultório, “o médico já dá 15 dias de atestado”.

Na avaliação do comandante do CPOM, conforme se extrai do áudio, o 6º BPM e a 14ª Companhia Independente são as unidades que mais “vêm sofrendo” com os atestados  médicos. No áudio, o coronel Ramalho afirma que o médico e os policiais que o procuram “estão agindo de má-fé”. Por isso, recomenda que o correto é fazer permuta entre as unidades, para que “o 6º Batalhão não perca esses policiais”.

O coronel Ramalho encerra o áudio explicando que os comandantes de unidades que estiveram tendo problema com o grande número de policiais afastados por conta de atestados médicos que se manifestem em favor de uma permuta.

“Vamos nos falando no grupo (WhatsApp). De antemão, o tenente-coronel Mauro (tenente-coronel Roberto Mauro da Rocha, comandante do 6º BPM)  já tem de quatro a cinco peças (policiais) para trocar. Quem tiver na mesma situação, entre em contato com o Mauro”, sugeriu o chefe do CPOM.

 

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