sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Fabiano Contarato, candidato ao Senado, se recusa a dar entrevista ao Blog do Elimar Côrtes sobre mudanças na lei penal, casamento homoafetivo e liberação das drogas

Há uma semana, o Blog do Elimar Côrtes vem tentando entrevistar o delegado de Polícia e candidato ao Senado Fabiano Contarato (Rede). Sem sucesso. Na última quinta-feira (20/09), foram enviadas perguntas para três assessores do candidato: Caio Abreu, André Audifax e Suely Lievori. Nada dos assessores responderem o motivo da negativa do candidato.

Sabe-se, porém, que Fabiano Contarato tem dois assessores diretos, em quem ele confia e ouve conselhos: o também delegado de Polícia e seu amigo de longa data, Ismael Foratini, e a marqueteira Política e empresária Jane Mary Abreu. Foratini e Jane Mary também tiveram acesso às perguntas enviadas a Contarato pelo Blog do Elimar Côrtes e impediram o candidato de conceder entrevista.

Neste período, o Blog do Elimar Côrtes vem entrevistando candidatos ao Senado que têm propostas efetivas para a área da segurança pública. Já foram entrevistas Marcos Do Val, Subtenente Assis e Ricardo Ferraço.  Além do Contarato, falta o senador Magno Malta.

O Blog enviou a Fabiano Contarato indagações sobre como ele pretende alterar o Código Penal Brasileiro, que o candidato tanto fala nas redes sociais e nas propagandas gratuitas do rádio e TV, no horário eleitoral. Também perguntou ao candidato se ele defende, por exemplo, prisão perpétua para motoristas embriagados que provocam acidentes com morte.

Também foram enviadas perguntas sobre temas polêmicos, como liberação das drogas e casamento entre pessoas do mesmo sexo na Igreja. Perguntas que ficam sem resposta por parte justamente do candidato ao Senado que anuncia ser o novo e que vai “mudar tudo”.

Vale lembrar que, na quinta-feira (27/09) de manhã, Fabiano Contarato também cancelou sua participação na sabatina do Portal Gazeta Online, onde seria entrevistado por jornalistas da Rede Gazeta. Em cima da hora, a assessoria do candidato alegou que Contarato “estava sem voz”.

Seguem abaixo as perguntas que Fabiano Contarato se recusa a responder ao Blog do Elimar Côrtes:

– O senhor tem defendido com veemência alterações na Legislação Penal de modo a tornar mais rigorosas as penas para quem comete, com dolo, morte no trânsito. Como seriam essas mudanças? Hoje, um motorista condenado por homicídio doloso por morte em acidente automobilístico, pode ser condenado até quantos anos de prisão? O senhor sugere que a pena aumente para quantos anos?

– Nessa mesma toada, o senhor defende também o fim de privilégios (direitos), como as garantidas pela Lei de Execuções Penais, para motoristas condenados por homicídio doloso por causa de mortes no trânsito?

– O senhor defende, por exemplo, prisão perpétua para motoristas que destroem famílias inteiras em acidente automobilístico por conta de irresponsabilidade não volante? 

– O senhor tem colocado ser contra o porte de armas para o cidadão. Em contrapartida, o Estado brasileiro é muito rigoroso com o cidadão de bem, no que diz respeito à posse e porte de armas, e omissão em relação aos marginais. Como defender, então, esse atual Estatuto do Desarmamento?

– Chegando ao Senado, que propostas o senhor tem para a área de segurança pública? Como melhorar, por exemplo, a capacidade das Polícias Civis Estaduais na elucidação de crimes, sobretudo os crimes contra a vida e contra o patrimônio?

– O senhor passou os últimos três anos e meio atuando fora de sua função, que é a de Delegado de Polícia. Foi diretor-geral do Detran e Corregedor-Geral do Estado. Como foi atuar como corregedor do Estado? O senhor se sentiu frustrado com a função de corregedor ou de diretor do Detran?

– O tema Família tem sido explorado por diversos candidatos, tanto os que disputam a Presidência da República quanto os que pleiteiam o Senado, Câmara Federal e Assembleias Legislativas. Se o senhor chegar ao Senado, qual serão suas propostas para, por exemplo, casamento entre pessoas do mesmo sexo na Igreja, já que, no Civil, o matrimônio já é considerado legal pelo Supremo?

– Ainda neste tema, o senhor acha que o País precisa de leis que facilitem a adoção de crianças por parte de pessoas do mesmo sexo?

– Outro tema polêmico, que os futuros congressistas terão de enfrentar, é o uso de drogas. Alguns colegas seus, delegados de Polícia, defendem o fim da criminalização quanto ao uso de certas drogas, como a maconha. O senhor defende a liberação ou a flexibilização do uso de drogas? Se defende, quais drogas poderiam ser usadas mais livremente a ser ver? Como se daria essa flexibilização na sua visão de delegado e de especialista do Direito?

– O senhor se sente hoje mais maduro no campo pessoal e político do que há quatro anos atrás quando desistiu de uma candidatura ao Senado, em que tinha grandes chances de vitória, provocando, à época, uma reviravolta no cenário político capixaba?

 

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