terça-feira, 27 de novembro de 2018

Oito anos depois de deixar a Secretaria da Segurança Pública do Espírito Santo, delegado federal aposentado anda escoltado por 10 policiais militares do Espírito Santo

Cotado, segundo o blog do jornalista Leonel Ximenes, no Gazeta Online, como um dos nomes indicados para secretário da Segurança Pública do Estado de Goiás, o delegado federal aposentado Rodney Rocha Miranda, que gostou das mordomias dadas pelo governo – leia-se povo – do Estado do Espírito Santo a ele a partir de 2003, anda escoltado por 10 policiais militares para fazer a sua segurança e a de sua família. O número é bem superior a de muitos municípios capixabas, que estão ávidos por segurança.

Rodney Miranda chegou ao Espírito Santo em 2003, de mala e cuia, para assumir a Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp). Em dezembro de 2005, ele foi exonerado pelo então governador Paulo Hartung, por ter “mentido”, segundo o próprio Hartung na época, no episódio conhecido como Grampo na Rede Gazeta.

Rodney passou dois anos em Pernambuco, e voltou ao Espírito Santo em 2007, pelas bondosas mãos de Paulo Hartung, para, de novo, assumir a Sesp. Ficou até abril de 2010, quando se candidatou a deputado estadual e foi eleito.

Dois anos depois, deixou o Parlamento e foi eleito prefeito de Vila Velha. Cumpriu apenas um mandato, pois foi derrotado na tentativa à reeleição. Mas, como prêmio pela derrota, se tornou secretário de Desenvolvimento Urbano no terceiro governo Hartung. Saiu em abril de 2018, para disputar uma vaga na Câmara Federal, na eleição de 7 de outubro, e foi derrotado.

Como se observa, Rodney Miranda está desligado da segurança pública há oito anos, mas, mesmo assim, conta com a benesse oferecida pelo Estado do Espírito Santo – leia-se, contribuinte. Os10 policiais militares responsáveis pela segurança dele têm que dar expediente a Rodney e a sua família das 8 às 20 horas, todos os dias da semana. O efetivo da guarda de Rodney Miranda conta com três sargentos, quatro cabos e três soldados.

Poderia se justificar a necessidade de Rodney Miranda andar com PMs para fazer sua segurança, mesmo oito anos depois de ter deixado as atividades como secretário da Segurança Pública, porque teria combatido o crime organizado no Espírito Santo. É falácia, é discurso: a gestão de Rodney Rocha Miranda à frente da Sesp foi a mais pífia em termos de combate às organizações criminosas.

 

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