quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

“PELAS EXIGÊNCIAS DO ESTADO, CADA APARELHO CUSTARIA MAIS DE 230 MIL REAIS”, DIZ ALEXANDER LOUREIRO: Major BM explica que equipamentos inseridos em drones tornam diferente o preço das aeronaves

O major do Corpo de Bombeiros Militar Alexander Loureiro de Souza, responsável pelo Pregão Eletrônico que culminou na Ata de Registro de Preços para a aquisição de até 15 drones para as forças de segurança pública do Espírito Santo, explicou que cada aeronave contará com câmeras de ultrazoom e térmica, fundamentais para ações de socorro e inteligência policial, e diversos outros acessórios. Por isso, o valor registrado na ata é maior que o preço de uma aeronave sem tais equipamentos agregados.

Em postagem na manhã de quarta-feira (26/12), o Blog do Elimar Côrtes, com base no Diário Oficial do Estado, informou sobre a intenção da Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp) em adquirir 15 drones, modelos DJI/Matrice 210 e outros equipamentos agregados em cada aeronave.

De acordo com a postagem, a empresa Utramar Importação Ltda-EPP, vencedora do Pregão Eletrônico, ficou um preço de R$ 164.000,00 por cada conjunto de drone com equipamentos extras, totalizando, um contrato no valor de R$ 2.460.000,00 caso a Sesp compre todos os aparelhos.

Na mesma reportagem, o Blog do Elimar Côrtes informou que o mesmo modelo de drone (DJI/Matrice 210) é vendido, no mercado normal, a R$ 53.522,91. Pelo menos é o preço indicado no Portal das Lojas Americanas. Uma diferença de R$ 110.477,09. Só que o drone de R$ 53.522,91 não possui os equipamentos exigidos pelo Estado.

Durante sete meses, o major BM Alexander Loureiro trabalhou no processo que culminou no Pregão Eletrônico, que tem mais de 300 páginas. Segundo ele, pelas exigências do Estado, cada drone custaria, em tese, mais de R$ 230 mil e não apenas os R$ 164 mil cobrados pela Ultramar.

“O Termo de Referência destas aeronaves vem com itens como câmeras, baterias extras, controles, tablets, etc. E estes itens, por si só, ultrapassam R$ 130 mil, além do drone que custa na casa de R$ 50 mil”, disse o Major. Logo, acrescentou o oficial do Corpo de Bombeiros, “o valor final está abaixo do praticado no mercado”.

O major BM Alexander Loureiro apresentou ainda a especificação de cada aeronave, com valor de mercado:

Câmera Z30: R$ 35 mil;

Câmera Zenmuse XT (Térmica): R$ 80 mil. O drone carrega as duas câmeras, facilitando o trabalho de busca de pessoas perdidas (ou fugitivos) em mata, análise de pontos quentes em incêndios, etc.

2 Tablets: R$ 5 mil;

1 controle extra: R$ 5 mil;

4 baterias extras: R$ 6.500,00.

Além dos itens acima, cada drone terá também hélices extras, cartões de memória, ponto de pouso, etc. O major BM Alexander Loureiro explicou também a publicação da Ata de Preços não significa, necessariamente, que o Estado já tenha fechado contrato com a empresa para a aquisição dos drones.

“Eu sugiro que o Estado adquira apenas um drone para ser usado em operações do Corpo de Bombeiros Militar, além dos que achar necessários para as polícias Militar e Civil. Do jeito que o drone será equipado, ficará mais fácil, por exemplo, localizar pessoas perdidas em matas, como o Caparaó, Mestre Álvaro e outras”, ponderou  o major Alexander Loureiro.

Para ele, a partir da aquisição de um drone profissional com equipamentos próprios para usos complexos, as forças de segurança poderão adquirir experiência em lidar com o aparelho em outras ações.

“Particularmente, considero o drone um valor alto. E, cada dia, novas tecnologias vão surgindo. Por isso, não vejo necessidade de se comprar os 15 drones de uma vez só”, completou o major Alexander Loureiro.

 

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