quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Novo secretário da Segurança Pública estuda pagar gratificação a policiais por redução de crimes no Espírito Santo

Empolgação, orgulho e dedicação. Esses são alguns dos adjetivos usados pelo delegado de Polícia Federal Roberto Sá para explicar o convite feito – e aceito – pelo governador Renato Casagrande para assumir o cargo de secretário da Segurança Pública e Defesa Social do Espírito Santo. Ele quer trazer para o Estado o programa que premia policiais, com recursos financeiros, por cumprimento de metas para redução de crimes.

O ato de sua nomeação foi publicado no Diário Oficial desta quarta-feira (02/01), em edição suplementar. Junto com Roberto Sá, foram nomeados também outros nomes que passam a compor a cúpula da segurança pública: o coronel Moacir Leonardo Vieira Barreto Mendonça, para o  cargo de Comandante Geral da Polícia Militar; o coronel Alexandre dos Santos Cerqueira, para o Comando-Geral do Corpo de Bombeiros Militar;  o delegado José Darcy Arruda, para Diretor-Geral de Polícia Civil; e o Jocarly Martins de Aguiar Júnior para exercer o cargo de Secretário-Chefe da Casa Militar.

Na manhã desta quarta-feira, todos já estão trabalhando, em reunião, inicialmente, com  o novo governador Renato Casagrande, no Palácio Anchieta e ao lado dos demais secretários de Estado.

Roberto Sá atendeu ao Blog do Elimar Côrtes nos últimos dias, quando declarou estar bastante empolgado para trabalhar; e orgulhoso pelo convite.

“Empolgado e muito orgulhoso. Estarei dando toda minha dedicação ao Espírito Santo e ao povo capixaba. Vou tentar contribuir ao máximo com a minha experiência”, disse ele, que já foi também tenente-coronel da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.

“Já passei por situações que me deram bastante experiência. Passamos por situações no Rio, por exemplo, que o Espírito Sant não precisa passar”, disse Roberto Sá.

O novo secretário da Segurança é um ferrenho defensor da tecnologia e integração entre as forças de segurança pública, como é um dos objetivos do Estado Presente, programa que estará de volta com o governo Casagrande. Nesta seara, Roberto Sá quer repetir aqui o que fez no Rio, com a criação do Curso Superior de Polícia Integrada, para delegados de Polícia e tenentes-coronéis, como fizera, por meio de convênio, com a Universidade Federal do Rio de Janeiro.

“Trata-se de um curso que dar visão estratégica  de administração aqueles profissionais questão na liderança de órgãos públicos”.

Ele quer trazer também outra ferramenta implantada no Rio com a criação do Instituto de Segurança Pública (ISP), que permite um acompanhamento em tempo real do que se chama de Mapa da Violência. Roberto Sá chama a ferramenta de Geo Referência. No Rio, é denominada de ISPGeo. Serve para direcionar esforços para se tornar um ente de apoio às polícias, sobretudo no que diz respeito ao uso de dados.

Lançado em 2016, o ISPGeo surge da necessidade de oferecer uma ferramenta de análise criminal que facilite a identificação de manchas criminais em qualquer área do Rio, imprescindível para o trabalho da polícia na implementação do patrulhamento das manchas, uma das políticas avaliadas como mais efetivas na área de segurança.

“O Geo Referência é instrumento fundamental para o planejamento e tomada de decisões com base em dados, seja no nível estratégico, seja no nível tático, seja no nível operacional”, explica o secretário da Segurança.

A ferramenta, segundo Roberto Sá, permite a elaboração de uma análise de dados criminais seja a mais verdadeira possível. Serve para o direcionamento do efetivo:

“Por meio dessa tecnologia, no Rio, foi possível perceber a dinâmica do crime. A Geo Referência orienta na distribuição, qualidade e metodologia do policiamento. É uma base criminal perfeita. Claro que os criminosos, quando sentirem que estão sendo sufocados,  vão mudar de dinâmica e de locais de ataques. A polícia também vai seguir o crime e tentar se antecipar antes que ele aconteça”, garantiu Roberto Sá.

O novo secretário da Segurança Pública vai tentar implantar no Espírito Santo o mesmo programa de incentivo que ajudou a “engordar” o salário de policiais militares e civis do Rio, que é a premiação financeira por redução de crimes.

“Precisamos permitir aos operadores de segurança pública que eles se sintam motivados a cumprir metas. Vamos, sim, avaliar a possibilidade de implantar premiação por redução de crimes. Não vai ser por produtividade; é por redução de delitos, como a redução de roubos, mortes. Usaremos, caso o governador (Renato Casagrande) considera oportuno a viabilização do  plano, usar a metodologia por resultados”, disse Roberto Sá.

Segundo ele, no Rio, enquanto o programa de incentivo para redução de crimes existiu, os bônus eram dados a cada seis meses. Um dos critérios exigia que o policial tivesse trabalhado metade mais um dia na unidade, para fixar o profissional em determinada área. O valor era o mesmo para policiais de todas as patentes.

A crise provocada pela onda de corrupção nos governos de Sérgio Cabral e Luiz Fernando de Souza, o Pezão, que estão presos, acabou quebrando o Estado do Rio, que teve de suspender uma série de programas e ainda sofreu intervenção federal na segurança pública.

Roberto Sá assegurou também que faz parte de sua maneira de trabalhar estar sempre ao lado da “tropa”, termo usado para representar os policiais militares e civis e bombeiros militares.

“Sou defensor do diálogo. Os policiais podem acreditar que terão todo meu respaldo para fazer o seu trabalho. Estarei com olhar criterioso e atencioso para os problemas enfrentados pelos policiais no seu dia a dia. Darei a todos uma atenção especial, no acompanhamento,  diálogo, convencimento. Que todos nós possamos saber qual é a nossa missão. A equipe trabalhará unida, do soldado ao coronel; do agente ao delegado”, assegura o secretário Estadual da Segurança.



 

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