sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Governo Hartung reduziu em três vezes o valor de investimento na manutenção dos terminais do Transcol

O ex-governador Paulo Hartung é apontado pela mídia nacional como o “salvador da pátria”, o governante que “conseguiu equilibrar as finanças do Espírito Santo”. Elogios que são replicados, é claro, nos jornais capixabas, que costumam insistir que Hartung teria deixado um “grande legado” na sua última passagem pelo Palácio Anchieta.


O que as letras frias da imprensa, no entanto, deixa de abordar que o arrocho fiscal promovido por Hartung custou caro ao Estado, sobretudo à população. Jornais, rádios e TVs não se aprofundam nesse tema.

Por isso, há uma semana, publicaram com estardalhaço a conclusão incompleta de um relatório fotográfico ("Relatório Técnico de Vistoria dos Terminais de Transporte Coletivo da Região Metropolitana) elaborado pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Espírito Santo (Crea/ES).


A mídia publicou o tal relatório como se a responsabilidade pela falta de manutenção nos terminais do Transcol fosse da atual gestão do Executivo Estadual. Entretanto, se se aprofundasse, a imprensa iria ter acesso aos números de quanto o Estado investiu na manutenção dos terminais nos últimos oito anos.

Iria descobrir que, entre 2015 e 2018, o governo Paulo Hartung gastou R$ 3.110.000,00 na manutenção dos 10 terminais. Esse valor, no entanto, é três vezes menor do que seu antecessor e agora sucessor Renato Casagrande (PSB) investiu. Entre janeiro de 2011 e dezembro de 2014, Casagrande investiu R$ 9.560.000,00 na manutenção dos terminais.

Para o engenheiro civil Luiz Cesar Maretto Coura, que atualmente acumula o cargo de diretor geral do  Instituto de Obras Públicas do Estado do Espírito Santo (Iopes) e do Departamento de Estrada e Rodagem (DER), “a redução dos investimentos (no governo Hartung) certamente está contribuindo para afetar a segurança física dos terminais”.

Segundo ele, ao reduzir os gastos, o governo Hartung impediu que houvesse uma ampla reforma nos terminais entre 2015 e 2018:

“O investimento em manutenção e fundamental, pois diminuiu os custos com futuras obras. Agora seremos obrigados a promover uma ampla reforma nos terminais e haverá aumento, gastando, assim, mais dinheiro, o que poderia ter sido evitado. Quando não se faz manutenção em prédios como os dos terminais do Transcol, acaba se realizando uma nova obra”, disse Maretto.

O engenheiro ainda ensina: “Quando se percebe que uma viga abriu, tem que se fazer logo a manutenção”.

 

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