quinta-feira, 28 de março de 2019

PARQUET DETERMINA NOVAS DILIGÊNCIAS EM IPM QUE HAVIA SIDO ARQUIVADO PELA POLÍCIA: Ministério Público instaura procedimento penal contra a major que teria revelado em vídeo farsa para expulsar soldado

A 2ª Promotoria de Justiça junto à Auditoria Militar do Estado do Espírito Santo instaurou procedimento penal em desfavor de uma major que teria revelado em vídeo participação em uma suposta trama para prejudicar e conseguir a expulsão do soldado PM Jorge Barbosa Filho.

Ao mesmo tempo, a Promotoria determinou à Corregedoria Geral da Polícia Militar a reabrir Inquérito Policial Militar contra a oficial, com a realização de diligências e oitivas que deixaram de ser feitas no IMP instaurado anteriormente.

Conforme o Blog do Elimar Côrtes informou, em janeiro deste ano o IPM foi concluído, com o encarregado do procedimento, tenente-coronel Robertson Wesley Monteiro Pires, afirmando que não foram identificados indícios da prática de crime militar na conduta da major.

O IPM foi instaurado para apurar a conduta da major quanto às declarações atribuídas a ela acerca do desenvolvimento do Conselho de Disciplinar que culminou com a exclusão do soldado Barbosa.

Conforme este Blog informou, o Comando Geral da PM concordou com o parecer do tenente-coronel Pires, determinando a remessa dos autos à Vara da Auditoria  da Justiça Militar, a quem caberá, após manifestação do Ministério Público Estadual Militar, arquivar ou não o procedimento.

E o Ministério Público Militar decidiu dar prosseguimento às investigações. Em ofício enviado ao tenente-coronel Pires, a 2ª Promotoria de Justiça junto à Auditoria Militar verificou duas falhas no IPM. Uma delas é que, mesmo intimado, o ex-soldado Barbosa deixou de prestar declarações sobre os fatos. Além disso, a Promotoria constatou que nenhum áudio citado no IPM foi juntado aos autos.

Por isso, o Ministério Público Militar determinou o cumprimento das seguintes diligências: seja juntado aos autos o suposto vídeo/áudio gravado pelo ex-soldado Barbosa; e que seja ouvida uma testemunha citada pela major investigada.

 

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